27 novembro, 2010

Nunca um gentleman

___É tão interessante estar atento a algo. Como vocês bem sabem, ando com mancadas de atores à cabeça. Por isso mesmo, sorri em demasia para um trechinho literário que, talvez, em outro momento eu desse pouca atenção.
___Eu estava lendo A volta do parafuso, de Henry James, quando, no quinto capítulo, a tutora começa a descrever para outra personagem, a Sra. Grose, o homem que ela havia acabado de ver. Após uma breve descrição do rosto do homem, a tutora termina dizendo “Ele me dá a impressão de se parecer com um ator.”, ao que se segue o seguinte:




___– Um ator!
___Era impossível comparar qualquer imagem com a de um ator para a Sra. Grose naquele momento.
___– Nunca vi nenhum ator, mas é assim que os imagino. Ele é alto, elegante, ereto, mas nunca – não, nunca! – um cavalheiro.*



___Sei que a palavra cavalheiro/gentleman tem outras mil acepções, mas, no momento, irritado que estou com os atores do mundo, esse pequeno efeito de ambiguidade me agrada.


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* No original:

“He gives me a sort of sense of looking like an actor.”
“An actor!” It was impossible to resemble one less, at least, than Mrs. Grose at that moment.

“I've never seen one, but so I suppose them. He's tall, active, erect,” I continued, “but never – no, never! – a gentleman.”


26 novembro, 2010

Artistas de rua

___Sou um tipo estranho na rua. Quase sempre andando rápido e com um pocket book na mão. Se a luz permite, não só seguro o livro como ainda leio caminhando. Mais estranho ainda, são os momentos em que não tenho horário para chegar a lugar algum e ando sem pressa. Paro por tudo. Olho pessoas interessantes, fico lendo em bancos de praça para ouvir conversas. Ou, se acho uma construção atípica, uma casa com mais de um século, fico dezenas de minutos a estudá-la. Porém, de todas essas diversões de rua, minha preferida são os artistas. Chega a me doer o coração quando vejo um bom artista de rua e eu estou atrasado para algo e não posso parar.
___Não sou um cara de grandes posses (e também não sou de grandes gastos), mas sempre tenho uns poucos níqueis no bolso para depositar em um potinho de uma estátua viva ou em um chapéu de mímico. Claro, só desembolso as moedas se acho o artista talentoso; gosto de ajudar quem parece estar a fazer um bom trabalho.
___Quando encontro um bom músico, ouço contente e, se estou (bem) acompanhado de uma dançarina, aproveito para dançar. Normalmente os tocadores apreciam e o público (e as moedas) aumenta(m). Para minha abençoada sorte, os músicos que tentam arrecadar uma grana na Avenida Paulista costumam ser bons.


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___Dia desses, tudo parecia ideal para uma brincadeira do tipo. Sem pressa nenhuma, eu passeava pela Paulista, muito bem acompanhado pela minha namorada (que, mesmo não sendo profissional, é um par maravilhoso para se dançar). O dia claro, nenhum sol forte na cabeça. De longe, avistamos um sanfoneiro sentando perto da Estação Brigadeiro, acabando de arrumar seus apetrechos. Paramos de longe, esperando ele começar.
___Ele começou. As primeiras notas não saíram muito bem. Talvez ele estivesse se ajeitando, vai saber. Esperamos o fim da primeira música. Os gemidos de dor que infeliz instrumento emitia no início da segunda canção demonstraram que aquilo não iria melhorar. Com dó da pobre sanfona, resolvemos seguir nosso caminho.
___Ao passarmos pelo “sanfoneiro”, vi que ele tinha um cartaz ao lado – “Ajude um artista.”. Quis ajudar, mas não vi nenhum artista por perto. Acho que ele conseguiria arrecadar mais moedas se escrevesse algo como “Preciso de dinheiro para pagar um professor de música.”. Eu teria dado uma nota de cinco.


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(Texto que estava esquecido na gaveta desde 2007.)

25 novembro, 2010

Malditos atores!

___Escrever, dançar e coisas do tipo faz com que eu já tenha feito amizade com um número razoável de atores. Ser amigo de artistas significa muitas coisas: ser convidado para peças, conhecer os bastidores, conversar muito sobre textos e, principalmente, ouvir os atores reclamando que trabalhar com teatro não dá dinheiro, que ninguém paga nada para eles, que nunca surge trabalho, flap, flap, flap, blá, blá, blá...
___Tudo bem, eu concordo, não é uma profissão fácil. Manter-se financeiramente bem como ator não é tão simples como para médicos, advogados, blogueiros ou cafetões. Amante de teatro como sou, acho extremamente triste que não seja tão fácil assim para os atores viverem confortavelmente.
___Por isso mesmo, tento sempre apoiar bons trabalhos. Já indiquei mais de um aqui no blog, vivo recomendando peças para os meus alunos e, sempre que posso, estou em algum teatro assistindo como pagante. Inclusive, faz uns 3 meses, tive uma ideia interessante para animar uma das minhas aulas, aproximar os alunos do teatro e dar trabalho para um ator.
___Em uma das escolas em que eu leciono, estou trabalhando, desde o começo do semestre, com o Decameron, de Giovanni Boccaccio. Toda semana, os alunos leem pelo menos uma das cem novelas do livro e, juntos, fazemos uma análise histórica. Para proporcionar aos estudantes um dia diferente (e para ajudar quem trabalha com teatro), pensei em contratar um ator para apresentar um dos contos durante uma aula.
___A ideia básica era de uma apresentação curta (no mínimo 15, no máximo 30 minutos), com a interpretação de uma novela à escolha do artista, com total liberdade para a montagem. Entrei em contato, por e-mail, com cinco atores, para pedir orçamento. Dois nem me responderam, uma disse que estava ocupada. Os dois que sobraram ficaram debatendo comigo o que poderia ser feito.
___Fechei com um deles. Duas semanas antes do dia marcado para apresentação, o maldito me escreveu dizendo que havia sido convidado para gravar um comercial no dia combinado e não poderia mais se apresentar. Tentei o segundo ator. Marcamos tudo certinho, mas, no dia combinado, o infeliz não apareceu (apenas me mandou uma mensagem no celular dizendo que não poderia ir). Puto da vida, não entrei mais em contato. Procurei outros atores. Todos, cada um por uma razão, acabaram por não aceitar o trabalho.
___O último com quem entrei em contato disse que só teria disponível o dia 3 de dezembro, último dia de curso. Respondi que tudo bem, que seria legal fechar o curso com uma apresentação, e passei a negociar o preço. O ator disse que não sabia o quanto cobrar, para que eu fizesse uma oferta. Ofereci pela apresentação em uma aula, o que eu receberia por uma manhã completa de aulas. Ele retrucou que precisaria de cinco vezes mais. Incapaz de arcar com tanto, agradeci e dispensei os serviços do rapaz.


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___Tudo isso me chateia. É horrível ver tantos atores reclamando da falta de trabalho arrumando desculpas para não trabalhar. É extremamente incomodo um ator marcar uma apresentação e não aparecer. É chato ver que minha oferta do que eu recebo por uma manhã de trabalho não ser aceitável para que um ator aceite se apresentar por meia-hora.
___Neste momento, estou um tanto puto com os atores do mundo. Espero que todos quebrem suas pernas.

23 novembro, 2010

Yen Dorado

___É necessária muita coragem para se fazer determinadas escolhas. Ser um dançarino, em um mundo preconceituoso como o nosso, é uma dessas escolhas difíceis. Em dança de salão, os homens, além de encarar o preconceito, encontram o enorme obstáculo que é conduzir:  levar a parceira a executar os passos que o condutor escolheu. A maioria dos homens nem pensa em começar a dançar. Muitos dos que começam, desistem por conta dessas dificuldades.
___Escolher ser um dançarino profissional, então, acaba por ser um desafio absurdamente maior. Se não existissem os problemas já citados, sustentar-se como dançarino não é das tarefas mais fáceis. Mesmo assim, trabalhando com dança por quase uma década, conheço um número bem grande de dançarinos profissionais que vivem exclusivamente disso.
___Neste triste novembro, morreu Yen Dorado. Além de enfrentar os preconceitos clássicos de ser um homem dançando, ultrapassar a barreira da condução, profissionalizar-se como dançarino, Dorado enfrentou um obstáculo maior ainda ao escolher competir em campeonatos profissionais com seu parceiro Eli Torres.
___No ESPN World Salsa Championships, em 2007, Yen Dorado e Eli Torres chocaram os interessados em salsa ao competirem como um casal de dançarinos do mesmo sexo. A trajetória deles não viveu só do brilho do atípico, mas, sim, da habilidade de ambos: em 2009, Dorado e Torres venceram o Mayan World Salsa Championships, o mais antigo dos campeonatos mundiais de salsa.
___A coreografia vencedora segue abaixo:








___Que o corajoso Yen Dorado descanse em paz.

21 novembro, 2010

Caçando assuntos

___Escrever com frequência significa, também, viver a caçar assuntos. Qualquer fato atípico vale uma anotação, qualquer cena estranha, uma fotografia.
___Tarde dessas, andando pela Paulista, encontrei um cara vestido de Dom Quixote, conversando com outros dois fantasiados: Sherlock Holmes e Wolverine. Comecei a procurar meu celular para tirar umas fotos, mas, infelizmente, eu havia saído sem o aparelho.
___Na hora, fiquei incomodado. É chato perder uma oportunidade dessas.
___Continuei o meu caminho. Dois quarteirões depois, avistei um par de meninas jogando peteca, perto de um semáforo de pedestres.
___Eu continuava sem o celular para tirar fotos, mas passei a sorrir: andar por São Paulo é encontrar, o tempo todo, com o atípico. Sem contar que, mesmo sem fotos, não é tão difícil assim transformar essas (não-)cotidianices em crônicas.




18 novembro, 2010

Elvis, Madona & Machado de Assis

Nota: Recomendo a leitura prévia do conto “As Academias de Sião”, de Machado de Assis, e do livro Elvis & Madona, de Luiz Biajoni, para que ninguém apareça a reclamar de spoiler na minha orelha.


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___Com o objetivo de divulgar o projeto Brasiliana USP, o grande Idelber Avelar montou mais uma edição do Clube de Leituras dO Biscoito Fino e a Massa. O Brasiliana USP conta com um acervo interessantíssimo de livros digitalizados e, para a conversa literária, o Idelber escolheu o conto “As Academias de Sião”, de Machado de Assis – digitalizado da 1ª edição do livro Historias sem data, com dedicatória assinada pelo Machado.
___Folgado que sou, tomo a liberdade de aproveitar a divulgação que o Idelber resolveu fazer para divulgar outra obra: Elvis & Madona, do Luiz Biajoni.


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___Acabei de ler o livro do Biajoni e foi impossível reler o conto “As Academias de Sião” sem pensar, a todo instante, no Elvis & Madona.


Elvis & Madona


___O conto machadiano tem como mote os acadêmicos de Sião debatendo “por que é que há homens femininos e mulheres masculinas?” por conta da índole feminina do rei Kalaphangko. Depois de conflituosas discussões entre as quatro academias locais, chega-se à conclusão que isso acontece, pois “Umas almas são masculinas, outras femininas. A anomalia que se observa é uma questão de corpos errados.”. A conclusão acaba por levar o feminino rei a trocar sua alma com a belíssima – mas, de alma masculina – Kinnara, a flor das concubinas reais.
___O livro Elvis & Madona, de Luiz Biajoni, conta a história de um travesti (Madona) e uma lésbica (Elvis), completamente resolvidos sobre suas preferências sexuais, mas que acabam por se apaixonar. O conflito sobre o feminino em um corpo masculino e vice-versa percorre a obra toda.
___As atitudes das personagens de Biajoni são, em grande parte da obra, características do gênero que escolheram para levarem suas vidas. Por mais forte que seja a personagem do travesti Madona, ela é doce, carinhosa, sonhadora. Na hora do grande perigo, quando João Tripé tenta assassinar ela e Elvis, Madona simplesmente desmaia. Por seu lado, a lésbica Elvis veste-se tal qual um homem, usa casaco de couro, anda de motocicleta. Homem da relação, é Elvis que enfrenta João Tripé; é Elvis que derrota o inimigo, defendendo Madona, sua frágil mocinha.*
___Kalaphangko e Kinnara adoram a troca de almas – ficando a alma masculina no corpo masculino e a feminina, no feminino. Não é à toa que, no fim do conto, quando ambos têm de fazer suas almas voltarem ao corpo original, entram “no barco real [...] ambos de má vontade, saudosos do corpo que iam restituir um ao outro.”. Elvis e Madona também não pensam em mudar suas respectivas condições de travesti e lésbica-homem, mesmo ficando juntos.
___Por fim, é exatamente na troca de corpos que Kalaphangko e Kinnara conseguem gerar um filho. Como o Idelber lembra muito bem, “O nome de Kinnara alude à amante por excelência nas mitologias budista e hindu, meio humana e meio cavalo (ou pássaro), que jamais procria.”. Só com a troca de almas que Kinnara consegue engravidar.** Com a confusão de gostos, com o travesti Madona (que gosta de homens) se apaixonando pela lésbica Elvis (que gosta de mulheres) é que o casal consegue engravidar. O travesti e a lésbica teoricamente não gerariam filhos; a Kinnara mitológica não pode procriar; a mistura fabulística consegue resultar na gravidez.
___Pode não ter sido, nem de longe, o objetivo de Machado, mas, estabelecendo esta leitura, fica impossível não pensar no conto “As Academias de Sião”, como o que é o livro Elvis & Madona segundo o autógrafo que o Biajoni me deu: um libelo pela tolerância.


Elvis & Madona - Autógrafo


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* Sobre os ideais de gênero, conferir o PDF do doutorado de Marta Cavalcante de Barros (Espirais do Desejo: Uma visão da mulher nos contos de Machado de Assis), p. 52.
** Vale apontar que o nome de uma personagem ser o nome de uma figura mitológica – Kinnara –, só fortalece mais ainda a brincadeira de comparar o conto de Machado, com o livro de Biajoni. Kinnara (segundo A dictionary of hinduism, de Stutley – citado na nota 49 da tese de Marta Cavalcante de Barros) é “um ser mitológico, com corpo humano e cabeça de cavalo, ou o contrário”, tal qual Madona tem corpo de homem, travestido de mulher, e Elvis o corpo de uma mulher, um pouco masculinizado.

14 novembro, 2010

Cozinha mal-humorada

___É possível fazer tantas tarefas de maneira bem-humorada, é possível ficar em tantos cantos de uma casa sorrindo e brincando. Só a maldosa cozinha não é lugar para isso. Não se pode relaxar, não se pode ficar a sorrir, não se pode nem fazer uns poucos malabarismos com ovos sem que a mal-humorada cozinha se vingue e obrigue você a ficar limpando tudo por um tempão.



09 novembro, 2010

O ENEM e sua eterna ausência de credibilidade

___Existem diversas formas de mostrar que, hoje, a Educação no Brasil é muito deficiente. Poucas, entretanto, conseguem demonstrar isso com tanta clareza quanto o ENEM.
___Para quem não sabe do que se trata, ficam as palavras do site oficial: “Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica.”.
___Nos seus primeiros anos, o Exame foi tão fraco que praticamente só serviria para avaliar se os alunos eram capazes de contar com o auxílio dos dedos e ler. Era o próprio Exame Nacional do Ensino Medíocre. Um governo que considera aquilo uma avaliação do que os alunos deveriam sair sabendo do Ensino Médio deveria fechar as escolas logo na 4ª série do Ensino Fundamental.
___O ENEM era uma piada tão grande entre as pessoas alfabetizadas que, tentando moralizar a porcaria para, inclusive, utilizá-lo como vestibular de universidades sérias, nos últimos anos resolveram lhe dar uma nova roupagem e chamá-lo de Novo ENEM.


Quadrinhos dos anos 10 - André D.


___A prova ficou levemente mais difícil, o número de questões aumentou, mas o ENEM continua uma vergonha. Se não é mais uma vergonha pela mediocridade do exame, agora o é pela falta de cuidado com ele.
___Locais de prova distantes, prova furtada, exame adiado, divulgação de gabarito errado, site de inscrição que não funciona, edição do meio do ano prometida e não cumprida, dados pessoais dos inscritos vazando na internet. Se já não fosse o bastante, na prova do último final de semana, regras foram desrespeitadas, alguns alunos receberam provas com questões faltando e todos os candidatos receberam o gabarito com falhas na impressão (e, em alguns lugares, a demora para instruir os estudantes quanto a como proceder com os gabaritos errados demorou mais de duas horas). Para piorar, o ministro da Educação Fernando Haddad insiste em defender que o Exame foi um sucesso e se recusa a anular a prova. É o próprio Estorvo Nacional do Ensino Médio.
___Não sei se em algum momento vão conseguir transformar o ENEM em algo que preste, só sei que, até agora, nunca consegui olhá-lo de outro modo que não fosse com asco.

05 novembro, 2010

Qual é o seu signo?

___Posso não ser a pessoa mais sociável do mundo, porém, precisando, sei conversar. Não que eu entenda de tudo (provavelmente não entendo de nada), só que estabelecer conversas cotidianas simples não costuma ser um grande desafio, mesmo quando é um assunto que pouco me interessa. Só tenho um calcanhar de Aquiles: signos.
___Juro que não consigo entender como pessoas adultas, donas de todas as suas faculdades mentais, conseguem falar de signos como se fosse algo minimamente sério.
___– Nossa, você também gosta de Ultraje a Rigor?
___– Sim, gosto bastante. – respondo, esperando o início de uma conversa sobre música. Porém, ao invés disso, vem um “Puxa, que bacana. Qual é o seu signo?”.
___Abalado com aquela pergunta um pouco fora de lugar introduzida de supetão na conversa, gaguejo a resposta, um tanto em tom de pergunta “Ah... er... A-Aquario?”.
___– Ah, é por isso que você gosta. Pessoas de Aquário apreciam ironias e brincadeiras.
___A conversa muitas vezes tende a tropeçar nesse ponto. Não sei exatamente o que falar para continuar o assunto, “Ah é? E as de Câncer?” ou “Mesmo? Achei que eram as de Virgem e Sagitário.” ou “Meu horóscopo diz que as pessoas de aquário sempre são sérias, casmurras e com tendências psicóticas.”. Não vejo sentido em falar mais nada. Se a pessoa está colocando na conversa algo estapafúrdio como signos, só tenho vontade mesmo de colocar outra coisa bizarra como um “Jura? E você sabia que o Sandman sonha em aprender a dançar samba de gafieira?”.


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P.S.: Como extra, ficam alguns dos meus quadrinhos preferidos da série Horóscopo, da revista beleléu.


Capricórnio - Plinio Fuentes


Aquário - Pablo Mayer


Áries - Eduardo Arruda

02 novembro, 2010

Coleção Chico Buarque

___Comprar CDs originais de música tornou-se um hábito razoavelmente raro; entendo perfeitamente e não critico quem não compra. CDs costumam ser caros, complicados de serem carregados/armazenados e seu conteúdo pode ser baixado, sem grandes dificuldades, pela internet. Por isso mesmo, atualmente, um dos poucos motivos que podem me levar a comprar um CD de música, é se encontro com ele mais do que apenas música.
___Essa foi, para mim, uma surpresa muito positiva da Coleção Chico Buarque. Convidado pela agência de comunicação e relacionamento digital Grudaemmim para divulgar a Coleção aqui no blog, tomei contato com o primeiro disco. Não só o conteúdo musical é ótimo, como, também, o livreto que acompanha o CD é bastante interessante.
___Deixem-me explicar qual a ideia da coleção. Toda semana é relançado um disco do Chico. Exatamente isso, relançado. Um determinado disco é escolhido (veja cada um deles aqui) e lançado tal qual o original: com as mesmas músicas, ordens, capa (mas, claro, em formato de CD). Além do próprio disco, cada número da coleção vem com um livreto. É aí que está o extra que fez com que eu me empolgasse.


Coleção Chico Buarque - Volume 6


___Cada livrinho conta a história do disco que o acompanha (como foi o lançamento, se as músicas sofreram censura), um pouco da biografia do Chico Buarque e uma seleção interessantíssima de fotografias da época*. Em um curso de História, esse material (com o disco, claro) seria diversão garantida por um bom tempo.
___Quem se interessou, pode adquirir a coleção em bancas de jornal ou no site. Comprando por este link aqui do blog, os leitores recebem um desconto de 20% (maior que o do site da Abril). Quem se interessou, mas não pode gastar, dê uma passada no blog da Coleção; sempre rolam alguns textos interessantes sobre os discos lançados e afins.


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Nota: Depois do rolo que aconteceu –, com blogueiros acusando a Abril de ter colocado a foto de Serra na década de 70 no encarte do primeiro CD como artimanha política e com o editor da Coleção se defendendo –, achei melhor deixar para publicar este texto agora, pós-eleições.


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* Claro que fotografias de época podem ser uma desvantagem. O Chico ficava horrível de bigode. ;-)
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