30 outubro, 2012

E agora, Serra?

País rico é país onde mesmo quando tudo parece estar perdido, você tem oportunidade de trabalho


___O Izaías Almada, colunista do Escrevinhador, cantou bem a bola de que o poema “José”, do Carlos Drummond de Andrade, encaixa muito bem com a derrocada da carreira política de José Serra – que não consegue mais nem ganhar eleição para prefeito no seu curral eleitoral. A brincadeira me inspirou e eu resolvi formular uma paródia um pouquinho mais direta. Divirtam-se.


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José
E agora, José?
A eleição acabou,
o adversário ganhou,
o povo sumiu,
a vitória esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem palavra,
que entrega o governo pros outros,
você que desfaz versos,
que odeia protesto,
e agora, José?
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Está sem poder,
está sem censura,
está sem alianças,
já não pode mentir,
já não pode roubar,
escarrar ainda pode,
a vitória esfriou,
o apoio não veio,
o indeciso não veio,
o voto não veio,
não veio o Executivo
e o governo acabou
e o poder fugiu
e sua carreira mofou,
e agora, José?
#
E agora, José?
Sua doce propaganda,
seu instante de furor,
sua cobiça e humildade,
seu passado,
seu dinheiro,
sua fantasia tucana,
sua incoerência,
seu amor – e agora?
#
Com o título na mão
quer entrar no Gabinete,
não existe Gabinete;
quer morrer no governo,
mas o governo migrou;
quer ir para Brasília,
Brasília não há mais.
José, e agora?
#
Se você brigasse,
se você chorasse,
se você tocasse
o jingle de campanha,
se você acordasse,
se você descansasse,
se você desistisse…
Mas você não desiste,
você é burro, José!
#
Sozinho nas eleições
qual Paulo-Salim-Maluf,
sem privataria,
sem voto o bastante
para se eleger,
sem chance no Executivo
que fuja pro Legislativo,
você acabou, José!
José, vamos parar?


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P.S.: Como extra, linko o áudio do Drummond lendo o “José” original, conseguido pelo pessoal do Memória Viva.
P.P.S.: Já que estou falando do Serra e de paródias, aproveitem para ver a ótima resposta do Mamuti 011 para a polêmica envolvendo o ex-candidato do PSDB e o rap.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=u34HRpBR6EE[/embed]


 

27 outubro, 2012

Montagens

___Um dos motivos para que eu adore época de eleições é ter a chance de ver montagens legais e simples como essas aqui.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=p4R_CDDF6DM[/embed]


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=8mUAXYbyO_8[/embed]


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P.S.: Para quem quiser, uma ótima coletânea do mesmo autor sobre como o Serra sabe ser “político” com os jornalistas.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=A5TMtnvophE[/embed]


P.P.S.: Eu sei que já critiquei o Haddad aqui no blog. No entanto, entre Serra e Haddad, eu não tenho a menor dúvida que quero o Serra e o PSDB (e os seus prefeitos colaterais) bem longe daqui.


 

22 outubro, 2012

Dicas básicas para uma sessão de cinema ao ar livre

___Tento, todos os anos, ir à Mostra Internacional de Cinema. Um dos pontos que eu adoro no evento são as sessões ao ar livre realizadas no vão do Masp. Isso acabou me dando certa experiência e, portanto, deixo, abaixo, um pequeno apanhado de dicas para quem também quiser se aventurar nesse tipo de atividade.
1) Leve um casaco.
___Não importa qual a temperatura, você vai ficar parado por umas duas horas. Se o local for como o vão livre do Masp, saiba que vai ventar como se o Lobo Mau fosse o projecionista. Pode apostar que um casaco* vai lhe ajudar muito em um momento de necessidade. Caso você não passe frio, no mínimo vai ter um lugar mais confortável para sentar.
Extra: Casacos com capuz são mais desejáveis: assim você evita o vento no pescoço e no rosto.
2) Não chegue em cima da hora.
___Muitas dessas sessões ao ar livre não primam pela organização. Chegar em cima da hora pode significar não conseguir cadeiras ou ver o começo do filme na fila.
Extra: No caso do Masp, mesmo chegando tarde, é possível assistir nas laterais, fora do cercado “oficial”. Você verá o filme todo de pé, mas poderá ver o filme.
3) Leve uma boa companhia.
___Como dito no item anterior, essas sessões nem sempre são bem organizadas. Por vezes demoram bastante para começar. Uma boa companhia pode transformar uma espera monótona em um bom momento.
Extra: A boa companhia pode ser um livro.
4) Sente de costas para os focos de luz.
___Se houver algum foco de luz no local, procure ficar de costas. No caso do vão do Masp, sente nas cadeiras que permitirão a você olhar para a tela, sem que os faróis dos carros fiquem batendo na sua cara.
5) Sente no meio do caminho entre dois autofalantes.
___Ficar muito perto de um autofalante pode ser desconfortável, pois eles ficam muito altos nessas sessões abertas. Por vezes, também pode ser ruim pois bem aquele autofalante ao seu lado está falhando e você vai acabar não ouvindo nada. Sentar entre dois faz com que você não fique incomodado caso o som esteja muito alto e que consiga escutar caso um dos dois falhe.
6) Fique em casa.
___Se qualquer barulho estranho ao filme lhe incomoda; se você quer uma aparelhagem de última geração; se gostaria de uma equipe de lanterninhas bem treinados; se vai reclamar por não ter poltronas reclináveis; sério mesmo: fique em casa. Cinema ao ar livre funciona exatamente para se aproveitar uma experiência atípica de cinema. Se está procurando o tradicional, é melhor nem aparecer.


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P.S.: Para quem quiser ver a programação do vão livre do Masp da Mostra deste ano, é só clicar aqui.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?&v=tOlxUx8WfSQ[/embed]
Link para o vídeo.


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* Ou uma toalha.

19 outubro, 2012

Polidez


Caros alunos,


Peço a licença de vocês para dizer que eu pretendo, até o fim da aula de hoje, estuprar todos os homens da sala e agredir fisicamente todas as mulheres que tentarem se opor. Em seguida, assassinarei metade dos estudantes do local. Procurando não abusar muito da paciência dos alunos que restarem, irei simplesmente vendê-los para traficantes de órgãos. E, agora, em homenagem a estes últimos minutos sem dor da vida de vocês, levanto esta taça de vinho. Obrigado pela atenção.



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___Fechei a porta da sala de aula com calma, esperei que os estudantes estivessem todos atentos e li o textinho acima. Talvez por conta do conteúdo do texto (ou quiçá porque eu não estivesse com uma taça de vinho na mão) os alunos ficaram me olhando como se não tivesse restado mais nem um pouquinho de sanidade em mim.
___Passado o choque inicial, lembrei-os que, na aula seguinte, Alex Castro, o autor do livro que os estudantes leram nas férias, viria à escola para um bate-papo. Lembrei que eles poderiam discordar do autor, questionar suas ideias e atitudes, rir do que ele dizia, mas que deveriam fazer isso de maneira educada. “Tal qual o texto esquisito (e ficcional) que eu li no início da aula, vocês podem falar as maiores barbaridades –, só que devem fazer isso de maneira polida.”.


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P.S.: Como complemento ao assunto, deixo duas publicações internéticas que eu gosto muito.


I – A primeira é um vídeo do Rafucko intitulado “Preconceituoso, sim. Mal-educado, nunca.”.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=3ouza8c_Kis[/embed]


II – Em segundo lugar eu linkaria o texto “Como discordar de um post”, do Alexandre Soares Silva. Originalmente, a postagem foi publicada, em 2004, no falecido Wunderblogs e, depois, republicada no também já morto Apostos. Hoje, o novo blog do Lord Ass conta apenas com os textos publicados de novembro de 2011 para cá. Sendo assim, tomo a liberdade de republicá-lo aqui para que fique mais fácil para os meus leitores o apreciarem. Segue abaixo.




Como discordar de um post


1) Diga olá.


Discordar não deve impedi-lo de sorrir, dizer olá, tirar o chapéu, acenar acanhado para as outras visitas ou afagar a cabeça do cachorro do autor do post. Muito menos de limpar o sapato no capacho.


 2) Encontre algo de bom para dizer.


Porque geralmente há. Aqui você deve agir como se quisesse avisar um amigo que ele fica ridículo usando costeletas. Comece dizendo que gostou do corte de cabelo, e dos sapatos. Pergunte se ele emagreceu. Só depois olhe para a costeleta, coce o queixo embaraçadamente e diga, com jeito, com jeito, “já isso aí, nunca gostei muito… Não sei, você não acha que envelhece as pessoas? Eu pensei em usar, mas não ia ficar bem em mim”, etc.


 3) Se não tem nada bom para dizer, considere a possibilidade de não dizer nada.


 4) Se não agüenta não dizer nada, nem tem nada de bom para dizer sobre um post que acha particularmente repulsivo, respire fundo, medite, se acalme. Tem certeza que o autor do post é um completo canalha, que merece a sua insolência, o seu sarcasmo e os seus insultos?


a) O autor não é um canalha, geralmente é bom – mas este post é infame e você tem que dizer algo a respeito, porque você é o tipo de pessoa que tem que falar sempre porque não tem absolutamente nenhum auto-controle. Além do mais, discordar veementemente de um amigo vai mostrar para todo mundo que você é uma pessoa independente, de opiniões firmes e cara zangadinha e blá blá blá.


Mas lembre, nada de insultos. O pior dos canalhas parece simpático se for insultado. E corte seus sarcasmos pela metade, ou (se conseguir; faz força) completamente. É possível discordar de modo polido, e de fato a discordância polida é a mais eficiente. Digo mais, do alto da minha sabedoria mundana, posta à prova e aprimorada ao longo de duas décadas ouvindo cretinos afirmarem a sem-gracice de Audrey Hepburn ou a canalhice intrínseca dos católicos: a melhor discordância é aquela que não apenas é polida, mas também agradável.


O modelo a ser seguido é o de uma visita. Imagine que você foi convidado para um jantar e o seu anfitrião disse um absurdo qualquer – que nenhum albino jamais fez contribuição alguma para a história da humanidade, ou que Frida Kahlo era ainda mais feia que as próprias pinturas que produzia. E por acaso você tem um tio que é albino, ou tem uma certa queda por mulheres com buço, e ficou irritado. Não importa, seja polido e agradável (minha paixão pela etiqueta me fez sucumbir ao uso do negrito). Mastigue calmamente a batata, tome um golinho de vinho, deixe o vinho descer, com calma, com calma, e diga afavelmente que não concorda. Sorrindo, se conseguir.


b) No caso do autor do post ser um canalha completo, asqueroso, você já errou ao ler o blog dele.


Se o xingar, você é quase tão gentinha como ele. Se o xingar anonimamente, você é exatamente tão gentinha como ele. Se não agüentar ficar calado (mas não agüentar nunca ficar calado é patológico), não precisa dizer olá, que canalhas não merecem nem olá; mas não insulte, e use uns poucos e bem escolhidos sarcasmos. O melhor mesmo seria fechar o blog, com cara de nojo, antes de comentar; e resistir à tentação de voltar lá para ler absurdos.


Se não conseguir resistir à tentação de voltar lá para ler absurdos, considere a possibilidade que o autor possa ser bom, ou você não gostaria tanto de se irritar com o que ele escreve.


Alguns detalhes finais


1) Evite o excesso de intimidade, sobretudo se é a primeira vez que comenta no blog. Isso vale tanto para as pessoas que discordam do post quanto para as que concordam com ele.


Imagine que você está na sua sala, conversando com suas visitas, quando entra alguém pela janela rindo e dizendo:


– Huahuahuahua Muito louca a sua casa, véi! Se der visite a minha também, faloowww…


(Not done, old boy. Simply not done.)


2) Evite os conselhos de vida.


A situação é típica; alguém está andando na rua, ouve uma conversa sobre economia vindo de uma janela aberta, se irrita, mete a cabeça pela janela e aconselha o dono da casa a transar mais “que isso passa, huahuahuahua”.


– Huahuahuahua tu é gordo cara não deve transar nunca né??? Pega umas mina que passa kkkkkkk falooowww….


Também evite aconselhar o autor do post a “dar a bunda que passa”, “ler menos e viver mais”, “ir conhecer esse Brasilzão de meu Deus”, etc.


15 outubro, 2012

“Boas” condições de trabalho

___Em janeiro de 2007, José Serra assumiu o governo do estado de São Paulo. Em 2009, pouco mais de 2 anos depois, comecei a dar aulas em uma escola técnica estadual.*
___Agora, em 2012, Serra está disputando a eleição para a prefeitura de São Paulo e eu continuo na mesma escola técnica. Amplamente, o programa político do candidato anuncia que “Serra ampliou as Etecs e as Fatecs também.”. Só não anuncia que ampliou de maneira porca, com material de segunda (o que faz o chão quebrar com facilidade em menos de uma década) e com falta de professores.
___Hoje, “Dia dos Professores”, ouvi o programa de rádio do candidato do PSDB.** Como era de se esperar, aconteceu uma homenagem aos professores. Inclusive colocando Serra para dizer que “... eu vou valorizar muito o trabalho do ensino. Então, nós temos que investir nos professores. Eles precisam ter boas condições de trabalho, de remuneração e, ao mesmo tempo, de formação.”. Não vou nem perder meu tempo falando da remuneração péssima que o Serra pagava para mim e para os outros professores quando era governador (e que continua baixa até hoje). Seria chover no encharcado. Vou me focar no ponto “boas condições de trabalho”.
___Eu queria saber: o senhor candidato José Serra acha que entupir salas com 40 alunos (como acontece na Etec em que eu leciono) é dar boas condições de trabalho? Salas com goteiras contam como boas condições de trabalho? Pouca variedade de giz para escrever na lousa, ficar SEM GIZ BRANCO conta como “boas condições de trabalho”?
___Não tenho Twitter. Portanto, ficarei feliz se alguém quiser perguntar para o @joseserra_ se ele acha que um professor que dá aula em uma etec desde 2009 tem uma boa condição de trabalho ao ficar sem giz branco para usar no quadro-negro. Obrigado.


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Leituras extras:
- “Serra e a educação
- “ETESP: mentiras e verdades na melhor escola pública de São Paulo
- “Novilíngua – e a ausência de Sociologia e Filosofia


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* Uma Etec.
** Clique aqui e ouça o programa #20, caso você também queira ouvir mentiras.


07 outubro, 2012

Herdando o nome

___Truquezinho básico de historiador para divertir alunos:
- Ao falar de Pompeu, conto que ele foi casado com a filha de Júlio César. Como costumavam chamá-la? Júlia.
- Mantendo o mesmo padrão de brincadeira-histórica, falo, pouco depois, sobre Marco Antônio se casando com a irmã do futuro imperador Otávio Augusto. Qual o nome da moça? Otávia.


Marco Antônio e Otávia, a Jovem - 39 a.C.


___Para a Antiguidade, tudo é bem fácil de entender: trata-se de uma sociedade patriarcal, que valorizava mais o nome da família que um nome individualizante. No mundo contemporâneo ainda é possível observar isso, principalmente em época de eleições. Olhando rapidamente os vereadores deste ano, é possível encontrar facilmente uns anônimos que só vivem por conta do passado alheio, como Eduardo Tuma e Mário Covas Neto.
___No entanto, o que realmente me deixa de queixo caído é ver que até parentes de políticos ridículos, que nunca nem chegaram perto de disputar uma eleição seriamente, também tentam embarcar nessa tática. Hoje, indo para a urna, descobri que o Levy Fidelix, além do “Aerotrem”, também lançou a própria filha, a Lívia Fidelix. Sério mesmo, acho que valia mais à pena ela tentar uma candidatura mais anônima, escondendo o nome da família.
___Também acho isso do Eduardo Tuma... Minha opinião não deve valer muita coisa.

06 outubro, 2012

Vamos falar sobre São Paulo

___Infelizmente, as pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo apontam que o medonho Celso Russomanno está liderando. O caso é triste, já que Russomanno tem uma história pública quase tão suja quanto o seu padrinho político.* Mais triste ainda é o fato de que parece não surtir efeito nas intenções de voto demonstrar o quanto o candidato do PRB é sujo.
___Por isso mesmo, parece que Celso Russomanno adotou a prática de parar responder as críticas, parou de tentar defender sua indefensável história e resolveu falar apenas o que lhe convém. Vejam, por exemplo, essa vergonhosa entrevista em que Russomanno, ao invés de responder às perguntas feitas pelo jornalista César Tralli, dizia que queria “falar sobre São Paulo”.


[embed width="500"]http://www.youtube.com/watch?v=CW61P5z-8zs[/embed]


___Tomando o futuro prefeito (toc, toc, toc) como exemplo, tentei imaginar como seriam interessantes conversas entre outras personagens caso elas resolvessem seguir o exemplo de Russomanno.


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Marco Antônio: Brutus, vamos ser diretos: você assassinou Júlio César?
Brutus: Marco, Marco... vamos falar sobre Roma.


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Ludwig von Koopa: Não é possível, Browser! Você raptou novamente essa princesa Peach? Daqui a pouco aquele encanador maluco vai aparecer mais uma vez aqui matando as tartarugas, roubando nossas moedas e quebrando os tijolos flutuantes! Você já sabe que vai ser derrotado, para que continuar com isso?
Rei Bowser: Ludwig, Ludwig... vamos falar sobre o Reino dos Cogumelos.


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George Canning**: Então, caro Príncipe Regente, Portugal vai ou não dizer logo a Napoleão que não aceita esse ridículo Bloqueio Continental?
D. João: Calma, George, calma... vamos falar sobre uma pequena viagem para o Rio de Janeiro.


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Minerva McGonagall: Foi você que matou Dumbledore?
Severo Snape: Minerva, Minerva... vamos falar sobre Hogwarts.


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Galileu Galilei: ... ainda sustento, como absolutamente verdadeira e insofismável a opinião de Ptolomeu, ou seja, a estabilidade da Terra e a mobilidade do sol. (No entanto, a Terra se move.)
Papa Urbano VIII: Senhor Galilei, vamos falar sobre a sua casa...


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* OK. Tenho de pedir desculpas. Exagerei. Dizer que alguém tem uma história pública tão suja quanto o Maluf realmente é pegar pesado.
** Secretário de Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha em 1807.

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