30 janeiro, 2014

Vândalos assassinos? - parte II

___Uma leitora me enviou um vídeo complementando o texto anterior. Deixo aqui para quem mais quiser ver.


___Só acho que vale acrescentar que eu não acredito em qualquer imagem com a convicção do editor do vídeo. Mas, realmente, esse trechinho esclareceu muita coisa. 

28 janeiro, 2014

Vândalos assassinos?

___Fui jantar, no final de semana, com meus familiares. Como eu trabalhei o dia todo, pouco havia visto das notícias sobre os protestos contra a Copa e as suas repercussões. Sem saber sobre o assunto, ouvi, razoavelmente calado, mil impropérios contra “aqueles vândalos, criminosos, que tacaram fogo em um fusca de um pobre trabalhador”. 
___Chegando em casa, fui pesquisar sobre o assunto e acabei escrevendo um e-mail para quem estava à mesa. Reproduzo-o abaixo, tanto porque ficou interessante, como, também, para vocês entenderem porque não recebo mais convites para jantar. 

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___Olá, queridos.
___Como vocês sabem, temas como política e protestos me interessam bastante. Depois de ouvir a opinião de vocês na janta de hoje, resolvi dar uma pesquisada maior sobre a história dos "manifestantes assassinos ateando fogo no fusca". Antes de continuar, acho que vale a pena lembrar que, mesmo sendo a favor do direito da população protestar, não apoio que depredem patrimônio público ou bens da população em geral. 
___Vamos à história dos manifestantes ateando fogo no fusca. 
___Vendo a notícia em TODOS os jornais que eu encontrei, a versão é que os manifestantes atiraram fogo no fusca. A fala do Jornal Nacional é, inclusive, "carro em movimento foi incendiado". Tá aqui o link, caso alguém queira ver. 
___Porém, pesquisando um pouco fora da imprensa tradicional, encontrei a versão dos manifestantes. Segundo eles, "Um senhor amedrontado, que dirigia um fusca onde estava sua família, tentou atravessar o fogo de uma barricada mas um colchão ficou preso embaixo de seu carro, sem notar o ocorrido e visivelmente atordoado, ele não desceu do carro para ver o que acontecia, ao perceber que o motorista não respondia aos alertas de que deveria sair do carro, fotógrafos e manifestantes retiram sua família salvando todos do fogo, na proximade da Praça Roosevelt, em São Paulo.". 
___"Ah, mas essa é a versão mentirosa desses vândalos!", talvez algum de vocês diga. OK. Então vamos ver umas fotos.

Sequência - Fogo no fusca - Protestos, Copa

___Realmente o colchão estava na rua e já haviam colocado fogo nele. Parece mesmo plausível que um motorista assustado tenha passado por cima da barricada com o colchão e se dado mal. Já imaginaram como seria complicado para os manifestantes colocarem aquele colchão por baixo de um "carro em movimento"?
___Opa, mas tenho mais uma fontezinha. Um vídeo mostrando que os manifestantes realmente fizeram de tudo para ajudar o dono do carro e a sua família. Percebam que é a mesma cena mostrada no Jornal Nacional, só que sem uma parte cortada.


___Volto a ressaltar que não sou a favor que depredem patrimônio público, que ataquem a população, que destruam os bens das pessoas. No entanto, depois de olhar o que eu dei para vocês, queridos, digam-me: foi exatamente isso que aconteceu? Se aconteceu, foi só isso? Dá mesmo para levar a sério a notícia como foi relatada nos jornais? 
___É sempre bom pesquisar antes de tecer opiniões duras, né?
___Beijos.
___Ulisses.

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Atualização (30/I/2014): A internet é um lugar interessantíssimo. Alguém publicou mais um vídeo sobre o assunto. Clique aqui para ver

26 janeiro, 2014

O Nhoque da Fortuna e o Milagre de São Pantaleão

___Reza uma lenda muito bem recebida pelos donos de restaurantes, que São Pantaleão, em um 29 de dezembro do início do século IV, estava dando um rolezinho pela Península Itálica. Faminto, o santo começou a bater de porta em porta pedindo auxílio e só foi recebido pela casa mais pobre do local. Os moradores dividiram igualmente a comida entre todos que estavam à mesa, o que deu apenas sete bolinhas de nhoque para cada um. Após a refeição, São Pantaleão agradeceu e, sem ajudar a lavar a louça, foi embora. Quando os pobres moradores foram recolher os pratos, encontraram, debaixo de cada um, diversas moedas de ouro. 

Campanha Nhoque da Sorte - Livenza e APASO

___Por conta dessa história, algumas pessoas, nos diversos dias 29 do ano, comem nhoque com algum dinheiro debaixo do prato para atrair mais dinheiro. Trata-se do “Nhoque da Sorte” ou “da Fortuna”, que já foi tema de reportagem – com o mito e tudo – até no jornal O Estado de São Paulo. Só que existe uma pequena imperfeição em toda essa história: São Pantaleão não poderia ter comido nhoque, na região da Itália, no século IV.

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___Já encontraram o erro? Esquecendo os molhos e afins, o nhoque é feito de batata. Batata que, vale lembrar, só chegou à Europa depois da descoberta da América, após o século XV. Sendo assim, só mesmo por milagre um santo conseguiria comer nhoque, na Península Itálica, no século IV. 

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P.S.: Curiosidades históricas à parte, nhoque continua sendo um prato muito gostoso. Mesmo com furos no mito, aceito qualquer desculpa para comê-lo, seja no dia 29 ou em qualquer outro dia do mês. E, aproveitando a simpatia, do dia 27/I a 2/II, o Restaurante e Rotisseria Livenza Gourmet já fornece um “vale um real” para você colocar debaixo do prato antes da refeição. Caso eu tenha estragado o mito com esta postagem, você pode, depois de comer, ao invés de trocar o vale no caixa, doá-lo para a Associação de Proteção Animal Sr. Oscar, no próprio caixa. Mais detalhes aqui

Campanha Nhoque da Sorte

P.P.S.: Esta não é uma postagem paga. Simplesmente o Restaurante e Rotisseria Livenza Gourmet é do meu cunhado e eu apreciei a campanha para ajudar o abrigo de animais. E, claro, eu também gosto de nhoque. 
P.P.P.S.: Caso alguém venha me dizer que os romanos comiam nhoque de farinha de trigo no século IV, eu vou ter de retrucar que a mais antiga citação já encontrada do prato, na própria Península Itálica, data de 1492 – e era um “nhoque de pão”. O mais antigo registro do prato como nós o conhecemos é de 1585. 




18 janeiro, 2014

O Net Fone, a cobrança indevida, a propaganda enganosa e os planetas usados para a Central de Atendimento

___Quando eu e minha esposa começamos a morar juntos, procuramos algum plano de telefone fixo. O serviço que nós acabamos por escolher foi o Net Fone, cujo preço mensal, segundo o pacote que nós fechamos, seria apenas referente às ligações feitas para celulares e telefones fixos que não fossem da Net. Mais de um ano e meio depois, sem nenhum aviso, esclarecimento, cláusula de contrato ou visita do Arcanjo Gabriel, a Net começou a cobrar, indevidamente, um tal “Complemento de franquia”. 
___Liguei mais de uma vez para reclamar, fiz cosplay do Totoro e do Fabio Porchat, terminei duas dúzias de partidas de paciência e, no fim das contas, recebi um doce “Foda-se!”. Douglas Adams, no livro O restaurante no fim do universo, escreveu sobre a “bem-sucedida Divisão de Reclamações da Companhia Cibernética de Sírius, que ocupa atualmente as massas continentais de três planetas de tamanho médio”. Tendo em vista o número de funcionários com quem eu tive de falar, acredito que o setor de reclamações da Net está com um tamanho parecido. 
___A resposta final é que, mesmo não estando no contrato, mesmo não tendo sido anunciado quando da venda do produto, mesmo violando o Código de Defesa do Consumidor, eu não vou ver o meu dinheiro de volta. E, se quiser continuar com a linha, que eu pague esse “Complemento de franquia”.

Net Fone - Propaganda enganosa

___Pelo menos eu posso publicar no meu blog e em sites como o Reclame aqui para tentar impedir que outras pessoas caiam no mesmo golpe. Já diria a empresa, “O mundo é dos Nets!”. 

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P.S.: Caso isso sirva para alguma coisa, entre os trocentos números de protocolos que me passaram, os dois “mais importantes” foram 003131610038184 e 003131610022717.
P.P.S.: Aproveitando o tema, mais dois links sobre esse tipo de serviço: um do Canal do Otário e outro da Parafernalha

11 janeiro, 2014

Por que você gosta de Jane Austen?

___No ano passado eu resolvi reler o Razão e Sensibilidade, da Jane Austen. A leitura me rendeu um texto para o Incautos e, também, comentários sobre a autora nas minhas aulas. Por conta disso, agora, durante as férias, um aluno me mandou um e-mail, completamente revoltado, porque ele havia perdido tempo das férias lendo a escritora inglesa. 

Razão e Sensibilidade, Jane Austen

___Entre outros questionamentos, meu aluno queria entender que graça eu vejo em uma história em que não acontece nada. “Serio, pq vc gosta de ler esta merda?”. 
___Como a resposta pode ser interessante para mais pessoas, vou publicá-la aqui. 

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___Olá, L..
___Tudo bem?
___Para começar, recomendo que você, mesmo revoltado com algo, mande e-mails pessoais mais educados para as pessoas. Caso você esteja fazendo um debate público, escrevendo em um blog, gravando um vlog ou algo do tipo, eu entenderia o tom mais duro – que realmente pode ser um artifício para passar a mensagem, chamar a atenção. No entanto, em um e-mail pessoal, em uma conversa privada, periga o seu interlocutor considerá-lo apenas mal-educado e acabar com qualquer chance de conversa. 
___Bem... Não estou escrevendo apenas para bronquear. Queira ou não, acho importante responder o que você perguntou. Então vamos lá. 
___Eu gosto de Jane Austen por conta da estória. Acho interessante toda a situação vivida pelas personagens, todo o drama pessoal narrado nas obras e fico curioso para saber como as coisas vão terminar. Só que isso, já deu para perceber, não foi do seu gosto. 
___Como historiador, eu adoro ler uma história que mostra tão bem como parte da sociedade vivia no final do século XVIII, início do XIX. É ótimo para conhecer melhor o período, os costumes; eu acabo ganhando um ótimo material para usar em sala de aula, para empreender alguma pesquisa histórica, essas coisas. Entretanto, sei que você não é historiador e, portanto, seus interesses provavelmente não chegam nem perto desses meus. 
___Por fim, eu gosto de ler a Jane Austen porque os livros são divertidos, cheios de brincadeiras e piadas. Não percebeu? Acha que eu estou zoando você? Então, querido, tenho de dizer que você deveria ter lido com mais calma e atenção. Vou dar alguns exemplos. 

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___Logo no primeiro capítulo de Razão e Sensibilidade, ao descrever John Dashwood (o meio-irmão de Elinor e Marianne, aquele que as deixou desamparadas financeiramente quando da morte do pai), Jane escreve que “Ele não era um jovem de más intenções,” apenas para, logo em seguida, completar “a menos que possuir um coração bastante frio e ser um tanto egoísta signifique ter más intenções”. Se você leu de maneira desatenta, ou o trecho parece sem sentido, ou acabou passando reto sem nem notar a brincadeira. 
___No vigésimo primeiro capítulo, ao falar do próprio bebê, Lady Middleton diz “E eis aqui a minha pequena e doce Annamaria”, ao que a narradora diz “– acrescentou ela, acariciando com ternura uma menininha de três anos de idade que não tinha feito barulho algum ao longo dos últimos dois minutos –” (grifos meus). A mãe continua: “Ela é sempre tão meiga e quietinha... Nunca houve uma coisinha mais quieta!”. Para enfatizar o comentário jocoso da narradora, Austen, no parágrafo seguinte, escreve: “Porém, infelizmente, ..., um alfinete no arranjo de cabelo de sua senhoria arranhou de leve o pescoço da criança e produziu, nesse modelo de meiguice, gritos violentíssimos, que dificilmente poderiam ser superados por qualquer criatura que fosse professadamente ruidosa.”. 
___Só para dar mais um exemplo, dois capítulos depois Austen escreve: “Sir John [Middleton] visitou o chalé certa manhã para pedir, em nome da caridade, que fossem todas jantar com Lady Middleton naquele dia, visto que ele era obrigado a comparecer ao clube em Exeter, e sua esposa de outra forma ficaria muito sozinha, exceto por sua mãe mais as duas senhoritas Steele.” (grifos meus). Escarniando do pedido descabido, no parágrafo seguinte a narradora comenta ironicamente: “As jovens damas partiram, e Lady Middleton foi felizmente preservada da terrível solidão que ameaçara seu dia.”.
___Entendeu, L.? Acho bacana que, durante toda a obra, a autora acrescente essas pequenas brincadeiras. Ficar procurando cada um desses pequenos brindes durante a história só faz com que a leitura seja, para mim, melhor ainda.

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___No entanto, depois de falar tudo isso, tenho de acrescentar um ponto importante: L., você não precisa gostar do livro! Não é porque eu gostei de Razão e Sensibilidade, não é porque o seu professor adora Jane Austen, que você tem de gostar. Ser considerado um clássico não torna obrigatório que alguém aprecie a obra. Se você leu e não gostou, ótimo!, você está apenas conhecendo melhor os seus próprios gostos. 
___Portanto, saiba que eu indiquei o livro porque eu acho que vale a pena – ou eu não indicaria. Se você já foi atrás de outras indicações minhas e gostou, significa que você não gosta de um dos meus gostos. Se você aceitou outras indicações e odiou todas, creio que você deve pensar bem diferente de mim. Peça, talvez, algumas indicações do que eu não gosto. ;-)
___Espero que meus comentários tenham feito você apreciar mais a obra. 
___Aproveite bem o restante das férias. 
___Abraços.
___Ulisses.

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P.S.: Mais um comentariozinho sobre o livro: você conseguiu captar porque o livro se chama Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, no original de 1811)? Isso é algo bem importante. Sem entender isso, você provavelmente não conseguiu entender quase nada da obra. Só uma dica, no primeiro rascunho da obra, ainda no século XVIII, Jane pensou em chamar o livro simplesmente de Elinor and Marianne.
P.P.S.: Caso você ainda queira insistir na Jane Austen, tente dar uma olhada também nos filmes homônimos que foram feitos dos livros. Se quiser ver uma comédia romântica contemporânea, dê uma olhada n’O Clube de Leitura de Jane Austen. E, por fim, se quiser apelar, leia o Orgulho e Preconceito e Zumbis.


09 janeiro, 2014

Padaria e Matemática

___Pequenos diálogos ocorridos em padarias durante a minha vida. 

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Eu: Bom dia. Por favor, pode me dar duzentos gramas de queijo prato e menos de um quarto daquele bolo?
Atendente: Menos de um quarto?
Eu: Isso.
Atendente: Um terço tá bom?

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Caixa: São doze e oitenta.
Eu: Tem troco pra dez?

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Eu: Um par de pãezinhos, por favor.
___A atendente pega apenas um pãozinho, coloca em um saco e me entrega. Percebendo a confusão, digo: "Pode me dar mais um?".
Atendente: Mais um par? 


05 janeiro, 2014

O inimigo do meu inimigo...

___A recente polêmica entre Paulo Ghiraldelli e Rachel Sheherazade* acabou suscitando um efeito que merece comentários mais aprofundados. Rachel Sheherazade é dona de todo tipo de opiniões asquerosas, racistas, homofóbicas e afins e, por conta disso, alguns membros de grupos por ela atacados, expressaram que, agora, Sheherazade não deve ser defendida por eles. Considero a atitude um erro, mas vou explicar usando outro exemplo. 

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___Lúcio Duarte Batista, vulgo Lúcio Big, é um vlogueiro que tem um canal para fazer comentários sobre política no You Tube. Recentemente, Big fez um vídeo muito didático ensinando como identificar empresas que financiaram campanhas e, após as eleições, acabavam sendo contratadas pelos políticos. Segue o vídeo


___Para efeitos didáticos, Lúcio usou como exemplo o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO). Como pode ser percebido facilmente assistindo ao vídeo, Lúcio não fez nenhuma acusação, não xingou ou atacou o deputado. Mesmo assim, Caiado resolveu processá-lo.

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___Depois que Lúcio Big anunciou publicamente que estava sendo processado e pessoas pela internet começaram a atacar o deputado, Caiado fez questão de fazer um papelão maior ainda. 
___Em seu site pessoal, o deputado publicou uma “Nota de esclarecimento” ameaçadora que, entre outras bobagens, diz que o vídeo é “mentiroso e calunioso”. Que mentiras foram essas que Ronaldo Caiado conseguiu enxergar na simples divulgação de dados públicos?
___Respondendo a um questionamento sobre o processo, o deputado corrige o grande Pirula – “O que tem é um pedido de ESCLARECIMENTO.” – e grossamente completa – “Procure saber antes de afirmar”. 

Caiado - Censura

___A falta de capacidade para interpretação de Caiado frente ao vídeo de Big já deveria ter me preparado para isso, mas como ele não parece ter entendido, vou dar uma ajudinha: “pedido de ESCLARECIMENTO” solicitado por via judicial é um processo. Portanto, caro deputado, “Procure saber antes de afirmar” alguma bobagem por aí, OK?
___Vale acrescentar ainda para o deputado candidato a censurador que, como bem completou o Otário Anonymous, “‘crime contra honra d figura pública’ serve apenas de instrumento político d intimidação e cerceia a liberdade de expressão.”. 

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___Qual a ligação de toda essa história com a introdução do texto? Simples: eu não gosto da maior parte das opiniões do Big. Mesmo tendo achado o vídeo que deu todo esse rolo muito bom,** acho grande parte do que o Lúcio fala uma porcaria. Considero suas opiniões tortas, sua visão política pobre e seus comentários históricos mal embasados. 
___Respeito e admiro o trabalho que o Lúcio tem feito com a Operação Política Supervisionada,*** mas, normalmente, discordo da maior parte das suas opiniões. Em um debate, eu e o Big estaríamos em lados opostos. No entanto, isso não significa que quando um político quer, injustamente, intimidá-lo por via judicial, que eu vou ficar feliz. Mesmo jogando em um time diferente do meu, o Lúcio deve ser defendido. 
___Não gosto da maior parte do que o Dâniel Fraga fala, mas achei importante defendê-lo quando ele foi ameaçado pelo covarde Juiz Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos. Não suporto a Sheherazade e mesmo assim farei de tudo para impedir que ela seja estuprada. Toda essa história me deixou com um asco tremendo do Ronaldo Caiado, no entanto, se ele sofrer alguma injustiça, também acho importante defendê-lo. 
___Não gostar de alguém, ser contra alguém não é motivo para permitir essa pessoa sofra uma injustiça. Mesmo se for o Maluf... Pensando bem, acho que eu abro uma exceção. ;-)

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P.S.: Fica um pequeno bônus: “O fantasma dos natais futuros”, do Pirula.


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* Caso você não esteja sabendo do caso, clique aqui, aqui e aqui
** Gostei inclusive do chroma key.
*** Qualquer ligação com o OPS de que eu fiz parte é mera coincidência.

01 janeiro, 2014

Cozinhando o chester para a ceia de ano novo – instrução

1) Ignore o tempo de forno que a embalagem manda (uma hora). Meu chester entrou no fogão às 19 horas e só ficou "pronto"* às 23h. 

2) Tenha petiscos à mesa para enrolar os convidados. 

3) Não convide pessoas mau-humoradas. 

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* "Pronto" significa que todo mundo estava reclamando que o jantar não começava e, portanto, o chester saiu do forno sem dourar. 

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