15 fevereiro, 2009

Tudo o que não invento é falso.

_____“[O] cu de uma formiga é mais importante para o poeta do que uma Usina Nuclear.”.


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_____Encontrei a divertida frase acima (e a do título) no livro Memórias Inventadas – A Segunda Infância, de Manoel de Barros. O livro é a “continuação” do primeiro Memórias Inventadas, cujo subtítulo é “A Infância”.
_____Quem não conhece, deveria aproveitar a dica. Além da leitura gostosa da prosa poética do escritor, o livro tem um formato bastante inusitado: as páginas vêm soltas, levemente amarradas por um lacinho, dentro de uma caixa. Como já li o primeiro livro, posso afirmar que, pelo menos nele, a brincadeira das páginas soltas não é apenas um efeito estético, mas, sim, um complemento ao que é falado no texto – só que é necessário lê-lo com muita atenção para desvendar o mistério.
_____Eu só fico muito curioso para saber quem foi o coitado que fez o lacinho de cada um dos exemplares.


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P.S.: Quando fui procurar referências sobre os livros antes de publicar esta postagem, descobri que, o Manoel de Barros anda dando uma de cineasta com mania de trilogia. Ele acabou de lançar o Memórias Inventadas – A Terceira Infância. Nunca vi o livro ao vivo. Só sei que tenho dó do produtor gráfico dele.
P.P.S.: Se algum dia eu resolver fazer algo do tipo, sei muito bem qual o produtor gráfico que eu planejo sacanear.

8 comentários:

  1. Já viu a edição da Cosac & Naify para Bartleby, o Escrivão de Herman Melville? O livro vem todo costurado, e depois de descosturado (precisa fazê-lo para conseguir lê-lo, ele nunca mais será o mesmo. Bem interessante a idéia.

    Quando gravei o CD da The Brains, inventei também uma "contracapa" feita com papel manteiga amarela e laranja, recortada manualmente para deixar aparecer o nome das canções, impressas em papel cartão da cor contrária (amarela ou laranja). Tudo feito a mão, um a um. Ainda bem que só vendemos 87 CDs... hehehe

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  2. Que tal trazer esse livrinho pr'eu dá uma folheada? Hein? Hein?

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  3. "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".

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  4. opa - Rafael, vc tbem é musico diletante???? vamos montar uma banda do OPS....

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  5. Fiquei morrendo de curiosidade de conhecer o tal livro!
    Vou correndo dar uma olhada e sondar o preço!

    Bjos ;*

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  6. Amigo, recomendo o "Livro Sobre Nada", do escritor Manoel de Barros. Não encontrarás tamanha parafernália em design, mas o conteúdo é este que você conhece. Tem uma edição pela editora Record.

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  7. Não adianta. O Branco A-D-O-R-A lacinhos!
    ahahaha

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  8. Legal você escrever sobre o Manoel de Barros. Morei em Mato Grosso do Sul cinco anos e ele consegue a difícil proeza de ser regional e universal ao mesmo tempo. Gostei muito do blog.

    Abraço,
    Rapha

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