19 fevereiro, 2009

Seleção natural coreana

_____Trabalho em uma escola no bairro do Bom Retiro. No caminho da escola até o metrô, um oriental que eu conheço da academia de dança me encontrou. Alegremente, ele veio em minha direção.
_____– Olá!
_____– Oi! – respondi. Esses cumprimentos informais praticamente provam que um não sabia o nome do outro. Mesmo assim, em nome da boa conduta, a conversa continuou.
_____– O que você está fazendo por aqui?
_____– Trabalho aqui perto, naquele colégio. – falei, apontando. – E você?
_____– Eu também trabalho aqui.
_____Naturalmente eu esperava que ele me dissesse em que ele trabalhava ou, pelo menos, onde. Como a conversa não parecia seguir, perguntei:
_____– Em quê?
_____Com a maior cara de espanto, ele me respondeu:
_____– Oras, sou coreano. É claro que trabalho em uma confecção.
_____A conversa terminou pouco depois. No caminho para casa, porém, não consegui deixar de pensar no fim do diálogo. Está certo que perto do metrô Tiradentes as confecções de coreanos são mais comuns do que canções em desenhos da Disney, mas, mesmo assim, dizer “Oras, sou coreano. É claro que trabalho em uma confecção.” é um pouco demais. Ou será que trabalhar em confecções é uma característica genética dos coreanos? Acredito que Darwin, se soubesse disso, teria colocado no capítulo IV dA Origem das Espécies que apenas os coreanos que conseguiram se adaptar a trabalhar com tecidos e a não questionar o governo é que sobreviveram.
_____Tá certo que, se esse negócio de característica genética para certas atividades realmente for correto, eu estou precisando muito arrumar mais amigas francesas.

5 comentários:

  1. ué, normal, né ?
    Quando perguntam o que faço por exemplo, digo: "Nada".
    Do que adianta dizer que sou arquiteto. ahahaha
    abraços

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  2. huahua
    "Ou será que trabalhar em confecções é uma característica genética dos coreanos?"[2]
    Pelo jeito que ele falou, até parece mesmo! he
    Mas é incrível também como os orientais são mais adaptados mesmo a coisas miudinhas como: arrumadores de relógio, analistas de circuitos computacionais, confeccionistas de roupas (como nesse caso)em seus detalhes...

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  3. Oui, oui, mon chéri Ulisses, tu précis d'amis français !!!
    Un baiser chaud…

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  4. Ah, 'meu' nem é tanto uma gíria própria de Sampa, eu sou mineira e falo muito, rs

    E quanto ao seu post, vai saber né? HAHAHA :D
    Entender as pessoas as vezes é uma tarefa complicada!

    Você é professor né? De escolha publica?
    Gostei daqui, beijos :*

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  5. Obrigado, Jéssica.

    Sou professor, sim. Ensino História.

    Neste ano, estou lecionando tanto em escolas particulares, quanto em públicas. OK?

    Volte sempre.

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