20 de outubro de 2020

Bárbaros

             Vídeo-aula sobre alguns comentários que Jerônimo de Estridão, mais conhecido pela maior parte dos cristãos como São Jerônimo, fez sobre as invasões bárbaras.

 



Bibliografia, fontes e materiais utilizados:

- ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1998.

- BROWNE, Dik. Hagar, o Horrível. Personagem criada em 1973. Tirinha e imagem. s/d.

- CARDOSO, Filipe Paiva. “S. Jerónimo: Epístola CXXIII – ‘As invasões e a decadência urbana’”. Pesquisa para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 2013. Disponível em https://paivacardoso.com/2013/12/20/s-jeronimo-epistola-cxxiii-as-invasoes-e-a-decadencia-urbana/.

- GIBBON, Edward. Declínio e queda do Império Romano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

- GIBBON, Edward. The History of the Decline and Fall of the Roman Empire. Project Gutenberg, 2020. Disponível em https://www.gutenberg.org/files/25717/25717-h/25717-h.htm.

- JERÔNIMO de Estridão, Eusébio Sofrônio. Letters. In.: SCHAFF, P.; WACE, H.. Nicene and Post-Nicene Fathers. Buffalo, NY: Christian Literature Publishing Co., 1893. Revisto e editado por Kevin Knight. Disponível em https://www.newadvent.org/fathers/3001.htm.

- KWON. “Hop hip”. Música. Trilha sonora. Link: https://www.youtube.com/audiolibrary. 2020.

- LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Vozes, 2016.

- LEONARDO da Vinci. São Jerônimo no deserto. Pintura. c. 1480.

- MACEDO, José Rivair. “Conquistas bárbaras”. In.: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das guerras. São Paulo: Contexto, 2006. pp. 77-98.

- RUBENS, Peter Paul. St. Jerome in his Hermitage. Pintura. 1608-09.

- SYLVESTRE, Joseph-Noël. O saque de Roma em 410 pelos bárbaros. Pintura. Imagem de capa. 1890.

6 de outubro de 2020

Cristofobia de raiz

    Podcast sobre a cristofobia no Império Romano. Pode ser ouvido no YouTube, no PodBean e no SoundCloud. Fica, abaixo, o que foi postado no YouTube:

 

 


 

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Bibliografia, fontes e materiais utilizados:

- Dados sobre os mortos por covid no Brasil retirados do site do Ministério da Saúde. Disponíveis em https://covid.saude.gov.br/.

- “Discurso do Presidente Jair Bolsonaro na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas”. 2020. Disponível em https://youtu.be/821wal-DuEA.

- Efeitos de transição: “Dixie Outlandish” e “Bark”, John Deley and the 41 Players. 2015. Disponível em https://www.youtube.com/audiolibrary.

- Imagem de capa: GÉRÔME, Jean-Léon. Última oração dos mártires cristãos. 1863.  

- BEARD, Mary Ritter. SPQR – Uma História da Roma Antiga. São Paulo: Planeta, 2015.

- CASTRO, Alex. “Declínio e quedo do Império Romano, de Edward Gibbon”. 2020. Disponível em https://alexcastro.com.br/declinio-e-queda-do-imperio-romano-de-edward-gibbon/.

- FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002.

- GIBBON, Edward. The History of the Decline and Fall of the Roman Empire. Project Gutenberg, 2020. Disponível em https://www.gutenberg.org/files/25717/25717-h/25717-h.htm.

- MONTANELLI, Indro. História de Roma. Rio de Janeiro: Record, 1969.

- SUETÔNIO. The Lives of the Twelve Caesars. Project Gutenberg, 2016. Disponível em http://www.gutenberg.org/files/6400/6400-h/6400-h.htm.  

- TÁCITO. The Annals. Wikisource, 1876. Disponível em https://en.wikisource.org/wiki/The_Annals_(Tacitus)

22 de setembro de 2020

Asterix como documento histórico

             Vídeo-aula sobre a possibilidade de se utilizar as HQs de Asterix como documento histórico.



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Bibliografia, fontes e materiais utilizados:

- ABRAMI, Esther. Nº. 9 Esther’s Waltz. Trilha sonora. 2020. Disponível em https://www.youtube.com/audiolibrary.

- ÁVILA, Brayan Lee Thompsom; BERBERT, Anne Isabelle Vituri. “O uso de HQ para o ensino de conceitos históricos de segunda ordem”. História & Ensino. Volume 18. Londrina: 2012. pp. 7-30.

- FRONZA, Marcelo. O significado das histórias em quadrinhos na educação histórica dos jovens que estudam no Ensino Médio. Mestrado. Curitiba: UFPR, 2007.  

- GABRIEL, Enrique. Vídeo-aula gravada com o professor Mauricio Trida. 2020.  

- GOSCINNY, René; UDERZO, Albert. O domínio dos deuses. HQ. Rio de Janeiro: Record, 1971.

- ITURRUSGARAI, Adão. Charge “romana”. 2009. Disponível em https://twitter.com/aiturrusgarai/status/1153987784849403905.

- JONES, Terry. Monty Python’s Life of Brian. Filme. Reino Unido: 1979.

10 de setembro de 2020

Conto: “O vírus democrático”

            Em abril, participei de um concurso de contos curtos sobre a quarentena. Perdi, mas eu gosto do texto, então resolvi publicá-lo por aqui.

            Dois comentários antes do conto: 

(I) Não consigo entender como tem gente que acha que tudo está bem com mais de mil pessoas morrendo de covid, por dia, no país.

(II) É bem interessante como o uso de máscaras era uma questão em abril (quando eu escrevi o conto) e é outra agora em setembro. Deixa o conto muito marcado historicamente e eu acho isso fantástico.  

 

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O vírus democrático

 

            O alarme do celular de Dolores tocou. Ela esticou o braço de má vontade, pegou o aparelho e abriu apenas um dos olhos para olhar a tela rachada: quatro e meia da madrugada. Hora de levantar. Ela saiu da cama se sentindo sonolenta e pouco descansada. Acendeu a luz e começou a se trocar. Não podia enrolar muito ou iria se atrasar para o trabalho.

            Foi para o banheiro lavar o rosto. Segurou o sabonete feliz. Não era sempre que tinha sabonete em casa, só que, para se proteger daquele vírus, era necessário ficar longe das pessoas e lavar bem as mãos com água e sabão. Dolores abriu a torneira e a felicidade de segurar o sabonete só não foi completamente ralo abaixo porque, novamente, não havia água. “Que merda!”. Ela fez o que mais precisava no banheiro e, sem poder lavar as mãos, foi para a cozinha de mau humor.

            Pegou a marmita na geladeira, colocou na bolsa e saiu silenciosa para não acordar o filho e a mãe. Ela sabia que tomar café da manhã poderia ajudá-la a ficar com o corpo mais forte e saudável, porém, tirando a marmita, que era o resto da janta de ontem, não tinha mais nada em casa.

            No ônibus, Dolores, espremida entre outros passageiros, voltou a pensar na recomendação de ficar longe das pessoas. Estava bem claro que não seria possível. Pelo menos o motorista estava usando máscara. Pena que era só ele. Na semana anterior, ela havia tentado comprar máscaras e álcool gel em algumas farmácias, só que não conseguiu encontrar em nenhuma. 

            Quando pegou o trem, viu alguns passageiros com proteção. Também passaram alguns vendedores ambulantes: “Olha a máscara de tecido para proteger você do corona! Com ela não vai ter nenhum vírus fazendo festa na sua cara. Lá fora tá em falta, tem farmácia que tá vendendo a cinco reais. Tô vendendo a dois reais que é melhor que perder para os guardas. Só tenho mais três.”. Dolores quis comprar, mas não podia. Não tinha nenhum dinheiro vivo, só crédito no cartão de transporte. A situação financeira estava muito difícil. Ela trabalhava como empregada doméstica em três apartamentos. Em dois deles era “diarista” e ia uma vez por semana em cada. Quando começou a quarentena, foi dispensada de ambos. No apartamento para o qual estava indo agora, Dolores trabalhava quatro vezes por semana e, portanto, tinha carteira assinada. Isso impediu ela de pegar o pequeno auxílio que o governo estava dando e, com a perda dos outros dois trabalhos, aquele dinheiro iria fazer muita falta.

            Dolores desceu do trem lotado e fez baldeação para o metrô, que estava mais vazio do que antes da quarentena. Ainda tinha muita gente, mas ela não precisava mais ir grudada nos outros passageiros como estava até agora. O número de pessoas com máscara era maior. Algumas estavam até com luvas. Ela conseguiu se sentar ao lado de um senhor. Após alguns minutos, ele começou a tossir. Tentando não ser rude, Dolores prendeu a respiração e, quando chegou à próxima estação, levantou, mas, ao invés de descer, foi para o outro lado do vagão. Ela também não podia se dar ao luxo de ficar descendo ou iria chegar atrasada. Enquanto caminhava pelo vagão, segurou a barra para não cair e ficou incomodada. Não queria pegá-la. “Será que alguém doente pegou aqui?”.

            Desceu oito estações depois. Agora só faltava andar dois quarteirões até a casa da patroa. Por mais que fosse bom para Dolores, ela não entendia porque dona Clara havia escolhido um apartamento tão perto do metrô se ela só saía de carro.

            O porteiro e o faxineiro do prédio estavam usando máscaras. Pareciam de médico, a qualidade era bem melhor do que aquelas dos vendedores do trem. Na portaria havia um local para colocar álcool gel na mão. Dolores besuntou bem as mãos e foi para o elevador. Na parede ao lado do elevador havia mais um local para passar álcool gel. Ela achou que agora seria desnecessário, ainda estava sentindo a sensação de gelado nas mãos.

            Dentro do elevador, mais um. Como ela havia pegado na porta e apertado o botão, achou melhor passar novamente. “Como é que conseguem tanto álcool gel por aqui?”. Empurrou a porta com o cotovelo para não sujar as mãos novamente. Repetiu o gesto, desajeitada, com a campainha.

            Ela esperou. Depois de alguns minutos, tocou novamente. A porta nunca era aberta de primeira. A patroa abriu com os olhos remelentos de sono e com uma máscara no rosto.

            – Bom dia, Dolores.

         – Bom dia, dona Clara. Tudo bem? Quer que eu faça o seu café?

            – Quero sim. Depois leva ele pro escritório. Eu já vou pra lá. Só vou tomar uma ducha antes.

– Pode deixar.

– E, olha, não deixe de lavar bem as mãos e passar o álcool gel. Tem um na mesa da sala. Esse vírus pode pegar qualquer um. Não liga se você é rico ou pobre.

– Claro...

– Ah, e, por favor, venha de máscara para o trabalho.

8 de setembro de 2020

A reforma agrária e os irmãos Graco (podcast)

     Podcast sobre reforma agrária, focando no Brasil contemporâneo e na república romana da Antiguidade. Pode ser ouvido no YouTube, no PodBean e no SoundCloud. Fica, abaixo, o que foi postado no YouTube:

 


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Bibliografia, fontes e materiais utilizados:

- “Bolsonaro diz que cartão de visita do MST tem que ser um FUZIL 762”. Canal da Rio West Fm. 2016. Link: https://youtu.be/Ztwza1DFc8w.

- ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1998.

- ARANTES, João Felipe Moura; CONSENSE, Dead. “A reforma agrária”. Vídeo. 2019. Links: https://youtu.be/I6G4eMJLT_Y e https://youtu.be/cXVYyIiGxs8.  

- BEARD, Mary Ritter. SPQR – Uma História da Roma Antiga. São Paulo: Planeta, 2015.

- GUILLAUME, Eugène. Os Gracos. Escultura. Imagem de capa. 1853.

- KWON. “Hop hip”. Música. Trilha sonora. Link: https://www.youtube.com/audiolibrary.

- MONTANELLI, Indro. História de Roma. Rio de Janeiro: Record, 1969.

- NETO, João Cabral de Melo. Morte e vida Severina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. Versão em vídeo da TV Escola https://tvescola.org.br/programas/programa/interprograma-morte-e-vida-severina/ ou https://youtu.be/clKnAG2Ygyw.

- PLUTARCO. Vidas Paralelas. Em português: http://www.consciencia.org/vidas-paralelas-de-plutarco-indice-geral. 2011. Em espanhol: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=6707. s/d.

- ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens. São Paulo: CultVox, s/d. Link: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000053.pdf.

- STÉDILE, João Pedro. Questão agrária no Brasil. São Paulo: Atual, 2011.