30 maio, 2018

The Greatest Showman: uma ode à aceitação (dentro de certos padrões)

___Acabei de assistir The Greatest Showman (O Rei do Show, aqui no Brasil) e me diverti, achei fofo, chorei. É um filme leve que acerta em muitos elementos: uma história gostosinha de assistir, músicas divertidas e cenas de dança e circo simples, mas muito bem filmadas e editadas. 

The Greatest Showman

___Ter gostado do filme não o torna perfeito e isento de críticas. Comentar sobre as diferenças entre a verdadeira história de P. T. Barnum e a narrativa boazinha do filme, pode até ser um bom caminho. Não é necessário, claro, fazer uma crítica como a do Cesar Soto para o G1, que estava tão mal-humorado na hora de escrever que deve ter visto o filme comendo jiló ao invés de pipoca.
___O roteiro de The Greatest Showman acerta bem ao refletir sobre desigualdade, privilégio, tolerância, preconceito, exclusão e afins. Em determinado ponto, a personagem de James Gordon Bennett, o fundador do New York Herald e ferrenho crítico do circo, diz que “Colocar gente de todos os tipos no palco com você, [senhor Barnum, pessoas] de todas as cores, formatos, tamanhos, apresentando-os como iguais... Outro crítico poderia até chamar de ‘uma celebração da humanidade’.”. Essa é uma das mensagens principais do filme: aceitar os diferentes, os excluídos, como iguais. E é aí que eu acho que vale a pena tecer a mais pesada crítica à obra. 
___É muito bonito fazer todo esse discurso de aceitar os outros, mesmo que a sociedade preconceituosa não o faça. Porém, o próprio filme não faz isso. 
___The Greatest Showman conta com duas histórias românticas: a de P. T. Barnum com Charity Barnum e a de Phillip Carlyle (Zac Efron) com Anne Wheeler (Zendaya). O romance de P. T. e Charity realmente aconteceu, porém o de Phillip e Anne é completamente ficcional. Não apenas o romance é ficcional, as personagens também são. Phillip e Anne nunca existiram (ao contrário do casal Barnum). É exatamente por isso que o belo discurso do filme de aceitar os excluídos cai por terra. 

Phillip Carlyle e Anne Wheeler, The Greatest Showman.

___Phillip e Anne são bonitos e jovens, um casal típico para uma historinha romântica em um filme. Aí está a covardia do filme. Mesmo sendo um casal inter-racial, algo realmente atípico e problemático para o século XIX, em um filme atual vira apenas um belo par romântico. Não condiz com a mensagem do filme. Funcionaria de maneira muito mais interessante um par romântico entre Phillip Carlyle e Lettie Lutz, a mulher barbada.

Lettie Lutz, The Greatest Showman.

___Eu sei que isso chocaria, que poderia desagradar uma boa parcela do público, mas combinaria bem mais com a ideia da obra. Seria mais corajoso, mais bonito e muito mais didático. Caso contrário, vira um aceitar os excluídos apenas dentro de certos limites. 

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P.S.: Se você é uma pessoa doce e acha que não existem pessoas no mundo que ficariam chocadas e revoltadas se um dos pares românticos do filme fosse um homem dentro dos padrões de beleza e uma mulher acima do peso e de barba, acho que vale a pena dar uma pesquisada. O seriado Mike & Molly, sobre um casal obeso, logo na sua estreia foi criticado por Maura Kelly, então colunista da Marie Claire, que disse “Acho que ficaria enojada se tivesse que assistir a dois personagens com quilos e quilos de gordura se beijando”.  
P.P.S.: Já se você é o tipo de pessoa que acha que Lettie Lutz não poderia ficar com ninguém, tenho uma curiosidade para contar. Annie Jones, a mulher barbada que realmente trabalhou para P. T. Barnum no século XIX, foi casada. Mais do que isso, ela se casou com Richard Elliot em 1881 e divorciou-se dele em 1895 para se casar com William Donovan.

30 abril, 2018

“O câncer não é morte”, mas divulgar tratamentos falsos por aí, pode ser

___Outro dia, em um grupo de WhatsApp de um dos meus trabalhos, recebi mais uma dessas correntes falsas. No caso, sobre a cura do câncer. Uma bobagem do tipo: se você parar de comer açúcar, o câncer morre naturalmente; tomar água quente com limão é “1000 vezes melhor do que a quimioterapia”.  

Cura fake do câncer

___Passar esse tipo de mensagem em um grupo de trabalho de dançarinos me pareceu tão condizente quanto dançar um forró durante uma sessão de radioterapia. Porém, como as pessoas estavam empolgadas dizendo “Perfeito!”, “É isso mesmo! Os medicos e a industria farmaceutica não quer que ninguem saiba disso!” e outras loucuras do tipo, resolvi perder dois minutos no Google e resolver a questão. 
___Rapidamente encontrei este texto do Boatos.org, li, dei uma olhada nos links e mandei para o grupo. A maior parte dos comentários elogiosos rapidamente desapareceram, mas, a pessoa que compartilhou o texto, um tempo depois me escreveu dizendo: “Você acha certo ficar destruindo as esperanças das pessoas? Eu só queria ajudar.”. 
___Minha vontade era responder: “E você acha certo dar falsas esperanças para as pessoas?”, mas tentei um didático “Imagine se alguém, por causa da sua mensagem, larga um tratamento difícil, mas com chance de cura, como a quimioterapia, para tomar água quente com limão. Essa pessoa pode acabar morrendo.”. 
___A resposta foi um doce “vtnc a quimioterapia mata mais do que salva”. Achei que a conversa já estava entrando em metástase e não falei mais nada. 
___Considero essas notícias falsas um câncer, mas não há nada mais que eu possa fazer. Melhor torcer para água quente com limão fazer bem. E, vale dizer, eu não acredito, mas torço para que faça muito bem. E continuo recomendando que as pessoas consultem um médico. 

31 março, 2018

Carinhosa

___– Cala a boca, Eva! –, vociferou a velhinha para sua cachorra, que estava latindo.
___Levo minhas cachorras, quase todo domingo, para uma rua fechada para os carros (e aberta para as pessoas). Lá, durante as manhãs, vários donos de cachorros soltam seus bichinhos que ficam, alegremente, brincando. E, todo domingo, essa senhora fica brigando com a cachorra dela.
___– Sai, Eva! Já soltei você, agora sai do meu pé! Vai lá com os outros cachorros.
___Não importa o quanto a velhinha brigue, a Eva continua ao lado dela, completamente atenta à dona. Nunca se afasta mais do que alguns passos. E, continuamente, a dona fica brigando com ela.
___Até quando está conversando com outras pessoas, a velhinha fica reclamando da cachorra.
___– Queria que a minha cachorra fosse que nem a sua, que fica aí pulando e brincando com todo mundo. A Eva é um saco, não sai de perto.
___O tratamento que a velhinha dá para a cachorra me incomoda e eu não costumo ficar perto dela. Só que, como eu fico seguindo minha cachorrinha, a Isabel Allende, em alguns momentos, quando a Isabel chega perto da cadela da velhinha, ouço novamente os impropérios da senhora para a pobre Eva.
___No último domingo, além da Eva, a velhinha veio acompanhada do filho. Assim que me viu, ela me apresentou o rapaz:
___– Olá! Esse aqui é meu filho. Juan.
___– Prazer, Uliss...
___– Você não conheceu ele antes porque, desde que se casou, passou a só visitar a mãe quando é quase obrigado. É um ingrato.
___O moço, obviamente constrangido, não falou nada.
___Algum tempo depois, quando a Isabel se aproximou novamente da Eva, ouvi a velhinha falando do filho novamente.
___– Você viu? Meu filho já se afastou de mim! Nunca vem me ver, nunca passeia comigo e, quando vem, fica lá do outro lado da rua. Aposto que está olhando algum rabo de saia. Safado.
___Enquanto isso, Eva ainda estava ao lado da dona.
___– Cala a boca, Eva!

26 fevereiro, 2018

A existência do triângulo rosa

___Em 2011, escrevi um texto tirando sarro de Carlos Apolinário e Eduardo Cunha tentando aprovar* o “Dia do Orgulho Heterossexual”. Como extra, para ilustrar o texto, coloquei algumas imagens extraídas do blog lusitano Panteras Rosa. Uma delas, é a figura abaixo. 

Orgulho Hétero

___Anos depois, uma pessoa que assina como Maick Love, apareceu e comentou o seguinte sobre a imagem:

A primeira foto é de JUDEUS. Não de gays.Mentirosos. Aludem suas causas pseudo fragilizadas, tentando fazer charme com "coitadismos".
Não pode mais ter opinião diferente que é preconceito?!?!
Sou hetero convicto e tenho amigos homossexuais (não bixinhas politicamente corretas), dois dos maiores poetas brasileiros eram homossexuais(não bixinhas politicamente corretas), que eram Renato Russo e Cazuza.
A diferença está em ser referência pelo talento (como os citados anteriormente), ao contrário do sub produto global que tenta empurrar uma ditadura gay goela abaixo (a saber Jean Willis).
Enquanto Cristian Prior critica a classe operária, chamando de pobre e ralé. Aí é liberdade de expressão. Mas se eu critico o trabalho fútil dele (indiferente da sexualidade), sou taxado de homofóbico.
Não dá pra compreender...

___Obviamente, eu poderia rebater muitos dos pontos levantados pelo revoltado leitor. Porém, como a parte histórica do comentário dele já dá bastante pano para o triângulo a manga, vou me ater a esse ponto: “A primeira foto é de JUDEUS. Não de gays.Mentirosos. Aludem suas causas pseudo fragilizadas, tentando fazer charme com ‘coitadismos’.”

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___Caro Maick Love, eu sei que é mais confortável achar que todos os grupos dos quais você discorda estão errados e “tentando fazer charme com ‘coitadismos’”, mas não é assim que as coisas funcionam. Por isso mesmo, vale sempre a pena, quando você desconfiar que alguma informação é falsa, pesquisar antes de atacar ganindo: “Mentirosos”.
___Eu sei que, ao ouvir falar sobre as atrocidades nazistas, o foco costuma ser a perseguição aos judeus. Entretanto, não foram apenas eles a serem perseguidos pelos nazistas: negros, ciganos, deficientes físicos, “mulheres antissociais” e homossexuais são apenas alguns dos outros exemplos.
___No caso dos homossexuais, os nazistas utilizaram uma reformulação do parágrafo 175, inserido no código penal alemão no século XIX, para tirar seus direitos civis e encarcerá-los. Quando digo encarcerá-los, estou me referindo, também, a mandar esses homossexuais para campos de concentração. 

Prisioneiros em campo de concentração (usando um triângulo na roupa)

___Nos campos de concentração, os homossexuais eram diferenciados dos demais prisioneiros por um triângulo rosa costurado às roupas. Essa marcação teve efeitos tanto dentro dos campos (com outros prisioneiros que maltratavam os homossexuais), como fora deles, mesmo depois do fim da II Guerra Mundial. 

___Acima d[a] matrícula deve-se [costurar] o pequeno triângulo feito de tecido colorido. Um triângulo de poucos centímetros de lado, usado com uma ponta para baixo e costurado na camisa, na altura do coração. A cor depende do motivo da detenção. A matrícula 7952[, de Rudolf,] antes se referia a triângulos de cores diferentes: primeiro, o vermelho dos prisioneiros políticos (os dois poloneses), depois, o preto dos “antissociais, resistentes ao trabalho” e o verde dos “criminosos profissionais” (os dois últimos portadores da matrícula). Para Rudolf, a cor é rosa, escolhida para estigmatizar a homossexualidade. Um sistema de classificação bem simples, com uma particularidade para os presos judeus: para eles é uma estrela amarela, às vezes uma estrela de duas cores (um triângulo amarelo e um triângulo com a cor correspondente a um segundo motivo de deportação).** 

___A repercussão do sofrimento dos homossexuais foi muito menor que a dos judeus, seja pelo número de pessoas, seja pelo preconceito da sociedade. Entretanto, isso não significa que a perseguição a homossexuais não existiu. Ela só foi menos propagada. 
___Portanto, Maick Love, repetindo meu conselho anterior, antes de sair por aí chamando alguém de mentiroso, sempre vale a pena dar uma pesquisada antes. 

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P.S.: Para quem quiser se informar mais sobre a perseguição nazista aos homossexuais, recomendo o extremamente didático Marcados pelo triângulo rosa, de Ken Setterington. 

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* Cada um em sua espelunca legislativa.
** SCHWAB, Jean-luc & BRAZDA, Brazda. Triângulo rosa. São Paulo: Mescla, 2011. p. 86.

30 janeiro, 2018

O sindicalista e o herói?

___Recebi, por mais de um meio, o vídeo que colocarei abaixo. Junto ao vídeo, um texto introdutório explicando a situação. 

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o sindicalista valentão acostumado a bloquear entrada do trabalhador, vai e grita:
– Se furar o bloqueio furo o pneu!!!
Nada como a calma e o diálogo franco e direto para ensinar um esquerdista que não vivemos em Cuba!


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___Em alguns links do Facebook, os comentários parecem apoiar bem o que foi dito no texto e o resultado do vídeo. 

Comentários do vídeo com o "sindicalista" apanhando

___Caso você tenha estômago para isso, é só clicar neste link para ver trocentos outros comentários com um teor bem parecido.  

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___Meu comentário é simples. Eu nem imagino se o que está descrito no texto introdutório é verdadeiro. 
___Não sei se o senhor que apanhou era mesmo sindicalista. Ele estava com uma camiseta vermelha, mas isso não quer dizer nada. Eu vivo de camiseta preta e não é porque estou de luto. Tenho um boné verde, porém nenhum PM quer tirar selfie comigo quando vou a algum protesto
___Portanto, repito, nem imagino se o texto que introduz o vídeo narra o que realmente aconteceu. Não sei se foi aquilo mesmo ou se foi uma briga de trânsito. Entretanto, eu tenho certeza de algo: eu sei que, no vídeo, um cara grande e jovem bateu em um senhor de cabelo branco. Sem dúvida, isso aconteceu. Sem dúvida, o cara que bateu é um criminoso. 
___Agora, se quem compartilha o vídeo quer usar esse crime para justificar suas convicções políticas e seu apoio à violência, aí é outro assunto. 

09 dezembro, 2017

Defendendo a própria causa com unhas, dentes e burrice

___Como já contei aqui, gosto de levar minhas cachorras para brincar perto da Paulista Aberta. Uma das travessas da Avenida Paulista fica fechada para os carros aos domingos (e com placas de proibido estacionar a semana inteira) e, por conta disso, vários donos soltam seus cachorros por lá. No último domingo, um enorme caminhão de som estava estacionado nessa travessa. Ao lado do caminhão, vários dizeres contra a corrupção, inclusive uma faixa escrita “Avança Lava Jato”.
___Se muito não me engano, tratava-se do caminhão desse protesto aqui. Mas, se não foi, não faz diferença nenhuma para o assunto do texto. 

Logo do "Movimento Avança Brasil"

___Fiquei brincando com as cachorras até que duas mulheres com bandeiras do Brasil e um homem começaram a se aproximar do caminhão. Percebi que eram as pessoas que haviam alugado aquele carro de som. Cheguei perto de uma das mulheres e, tentando ser o mais delicado possível, falei:
___– Com licença. Posso fazer uma pergunta?
___– Claro – respondeu a moça. 
___– Não é um pouco errado protestar contra a corrupção e, ao mesmo tempo, estacionar o caminhão de som, antes do protesto, bem ao lado de uma placa de “Proibido estacionar”?
___Na hora, a mulher se alterou e, falando alto, disse que ela podia estacionar ali. O homem se aproximou, mais violento ainda, dizendo: “O que você é? É guarda de trânsito, por acaso?” e saiu para chamar a outra mulher.
___Eu não estava fazendo nada demais, só perguntando. Nem estava usando meu boné do MST e minha camiseta com a estampa do Sérgio Moro decapitado.* Continuei tentando ser calmo e delicado: “Olha, eu realmente só quero saber se vocês não percebem que isso entra em contradição com o discurso de vocês?”, continuei falando para a primeira mulher. Vendo que eu não estava agressivo, que só estava mesmo curioso, ela se acalmou e começou a me explicar que a prefeitura havia permitido que o caminhão fosse estacionado naquele local, que ali era perto de onde ia começar o protesto, etc.. 
___Enquanto a moça me explicava, a outra mulher e o cara ficaram meio de longe gritando comigo: “E aquele carro estacionado ali? Você não vai reclamar?”; “Você apoia a corrupção!”; “Vai pra Cuba!”; “Corrupto!”. 
___Agradeci a moça que conversou comigo pela explicação, afastei-me e fui brincar mais com as minhas cachorras. 
___Não sei se a mulher me disse a verdade, não sei se a prefeitura permitiu mesmo que eles estacionassem ali. Esse, vale dizer, não é o ponto do texto. Contei toda essa história para dizer que, se você está fazendo um protesto, é melhor procurar aliados, adeptos, não é bom fazer inimigos. Se alguém vai falar com você, questionar a sua manifestação, não agrida a pessoa. Explique para ela os seus motivos. Se ela não quiser ouvir, lembre-se: é você que está se manifestando, é você que está procurando apoio, não ela. Não a agrida. Isso vai afastá-la e afastar, também, outras pessoas. 
___Isso vale para qualquer grupo. Não concordo com a maior parte dos pontos defendidos pelo Arthur Moledo do Val, do canal Mamãe Falei, mas não acho certo que as pessoas o agridam quando ele aparece em alguma manifestação de esquerda questionando os participantes. “Mas, Ulisses, ele provocou?”. E daí? As pessoas do “Avança Lava Jato” cometendo infrações de trânsito podem ter falado a mesma coisa de mim. Se elas querem defender algo, elas tem de lutar por isso. Inclusive, lutar contra a vontade de enforcar em arame farpado qualquer pessoa que as questione. Se você não é capaz de agir civilizadamente quando alguém questiona qualquer coisa ligada aos seus pontos de vista, saiba: você está fazendo mais mal àquilo que você defende do que bem. 

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* Só para evitar que algum maluco apareça gritando nos comentários, fiz o comentário apenas para tornar o texto mais divertido. Eu não tenho uma camiseta com a estampa do Sérgio Moro decapitado e nem usaria algo assim. Boné do Movimento Sem Terra eu tenho mesmo. 

29 novembro, 2017

Questão de História: Fardo do homem branco

___Essas pessoas fofas que publicam quadrinhos na internet sempre me ajudam a formular questões divertidas – para as nada divertidas provas com testes. 

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___Observe a tirinha abaixo com atenção: 

"Fardo do homem branco", por Marcelo Tiburcio
(TIBURCIO, Marcelo. Meu Monarca Favorito. http://meumonarcafavorito.blogspot.com.br/2011/09/episodio-53.html

___A tirinha do cartunista Tiburcio
a) elogia sinceramente o ideal do “fardo do homem branco”, já que os nativos, depois de conhecer a civilização, abandonaram o canibalismo.
b) ataca as ideias darwinistas e deixa claro seu apoio ao criacionismo.
c) ironiza a ideia do “fardo do homem branco”, pois a “civilização” trazida pelos brancos resultou no vício do alcoolismo. 
d) se mostra positivista, já que apresenta uma clara preocupação para que os nativos recebam ordem, amor e progresso. 
e) mostra que o “fardo dos indígenas” era levar os homens brancos para uma vida mais próxima da natureza.

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___Já usei outras tirinhas do Tiburcio e, inclusive, publiquei aqui.
___Ah, caso seja necessário, a resposta é C. 
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