28 janeiro, 2010

Teste de paciência

___Pela segunda vez na vida fui assaltado por um desgraçado mais bem vestido que eu. Não, não estou falando de política.




___Voltar a pé para casa, sozinho, no meio da noite é duro.
___Pior ainda é, nervoso, tentar cancelar o celular roubado. “Bem vindo à Central de Atendimento. Se você é cliente da nossa operadora, disque 1. Se quer se tornar cliente, disque 2. Se você quer deixar de ser cliente, vá se foder, disque 3 e se prepare para aguardar muuuuuuuuuuuuuuito na linha.”. Disquei 1. Aguardei apenas muito, sem nenhum “u” a mais.
___Depois de ouvir umas musiquinhas chatas, entremeadas com propagandas dos fantásticos serviços da operadora, fui atendido por outro atendimento eletrônico. “Se você quer colocar crédito no seu celular, disque 1. Se você quer ver o seu saldo, disque 2. Se você ouvir as imperdíveis promoções de nossa operadora, disque 3. Se você ganhou uma fortuna e quer virar nosso acionista, disque 4. Se você quer bloquear o número da sua sogra, disque 5. Para outros serviços, disque 9.”. Disquei 9. E assim foi, por muito tempo, até finalmente chegar à opção “Se seu celular foi perdido ou roubado, disque X.”. Disquei e, depois desse teste de paciência que faria até Jó blasfemar, bloqueei o aparelho.
___Tudo bem, isso tudo foi extremamente chato e tudo mais. Porém, crítica, crítica eu gostaria de fazer ao treinamento que dão para o pessoal do telemarketing. Depois de informar para a atendente que fui roubado, ela começou a declamar uma longa série de vantagens que eu teria se reativasse a linha, quais promoções poderiam me dar celulares novos, etc., etc.. Assustado, impaciente, de mau humor, tudo o que eu não queria era ficar escutando mais propagandas de celular.

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P.S.: Para os queridos voyeurs do meu cotidiano, estão aqui as outras duas vezes em que fui assaltado desde que tenho este blog. Como das outras, estou inteiro.

5 comentários:

  1. É né... morar em SP é pagar pela segurança e agradecermos por termos sido assaltados e só termos perdido o celular e estarmos vivos.
    ... infelizmente!

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  2. Ulisses vim recentemente de uma cidade pequena em Minas onde costumava passar minhas férias na infância e fiquei angustiada de ver tantas grades nas janelas.
    Que bom que você está bem... puto, mas bem.
    Beijão!

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  3. O mais lastimável é saber que cada vez mais se está suscetível a esse tipo de violência no nosso cotidiano.

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  4. Aloha Ulisses!
    às vezes realmente acho que moramos MUITO perto um do outro...
    Mas aqui tem praia! E morro. E favela. E assalto...
    Mas continuamos, vivos e bem.
    (ok, se for um "Ghost Writer" será "não vivo" e bem.)
    Aloha!

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  5. Não se preocupe, Luis, o texto foi escrito pelo autor vivo e original mesmo.

    Ah, e fico mto feliz em vê-lo de volta aos comentários.

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