30 de abril de 2022

Tintim e Hergé: aprendendo a deixar o preconceito de lado

     Fui convidado para dar uma palestra sobre Tintim, personagem clássica do belga Hergé. Por conta disso, sentei para ler todos os álbuns. Infelizmente, os primeiros são muito, muito ruins. Ruins e preconceituosos. Recheados dos lugares comuns e preconceitos dos europeus do início do século XX. 

    Veja em Tintim no Congo (1931), o branco, civilizador, colocando os preguiçosos negros para trabalhar (sem trabalhar, é claro):


    Com o passar do tempo, Hergé e sua personagem foram melhorando e os preconceitos diminuindo. Meia década mais tarde, em O Lótus Azul (1936), são os vilões que inferiorizam os não-europeus  e são reprendidos pelo Tintim (que continua sendo o branco salvador, mas aí é outro ponto):


    Junto com a diminuição dos preconceitos, a qualidade dos livros também melhorou bastante. Ainda bem, ou não existiriam motivos para que fossem quadrinhos tão aclamados. 

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