20 setembro, 2011

ETESP: mentiras e verdades na melhor escola pública de São Paulo

Nota: Este é mais um post da série “Vamos ver se eu me ferro profissionalmente.”. O ponto é que, mesmo sabendo que um texto deste pode custar a minha cabeça, sou obrigado a dizer: o preço de ficar calado é maior.


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Ranking
___Viram os resultados do Enem de 2010 publicados na semana passada? Pois bem, reles mortais, morram de inveja: a escola pública em que eu leciono não só está entre as melhores do estado, como, também, é a única pública entre as dez melhores.
___Sabem o que eu acho disso? Acho que isso é uma vergonha! (Droga, falando assim eu pareço o Boris Casoy.).


Rede pública e o ENEM


___Não, não tenho vergonha de dar aula na ETESP. Tenho orgulho. (Tenho vergonha é de ter parecido com o Boris Casoy no parágrafo anterior.). Amo aquela escola, a liberdade que professores e alunos podem desfrutar, o ambiente que permite um bom trabalho, grande parte do corpo docente. A Escola Técnica Estadual de São Paulo é mesmo maravilhosa. Horrível, no entanto, é que ela seja a única pública entre as dez melhores.
___Um quadro assim deveria ser alardeado como uma desgraça. Como é que os jornais não publicam entrevistas e mais entrevistas com o governador, perguntando se ele não tem vergonha na cara?  Como pode ser encarado com normalidade que apenas uma escola pública consiga uma boa colocação entre todos os colégios públicos do estado? Ao invés de criticar tal despautério, a imprensa noticiou o fato fazendo lindas reportagens sobre como a ETE São Paulo é maravilhosa.


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Caminho errado
___Claro, é importante mostrar exemplos que deram certo para fornecer o caminho para quem não está tão bem assim. Infelizmente, o exemplo da ETESP não é o melhor, para falar a verdade, ele não é nem possível.
___Para se conseguir o direito de estudar na melhor escola pública da São Paulo é necessário passar por um vestibulinho. Se esse for o caminho, as escolas públicas terão de se tornar lugares excludentes, que só permitem a entrada de alguns privilegiados bem preparados. Tais quais as universidades públicas.
___O caminho para melhorar o ensino público deveria vir de alguns elementos das outras nove melhores escolas de São Paulo –, as privadas. Não que os colégios particulares sejam maravilhosos, perfeitos, altos, loiros, de olhos azuis e barrigas tanquinho. O ponto é que, com raríssimas exceções, qualquer um que pague a mensalidade pode estudar neles. Os colégios do governo – teoricamente – têm de oferecer vagas para todos e, portanto, precisam estar preparados para conseguir bons resultados na mesma condição que os particulares: não importando qual o público atendido.
___Outros elementos importantes, que podem ser facilmente percebidos pelos resultados absurdamente superiores das escolas particulares, é que infraestrutura decente, número razoável de aulas e salários mais respeitosos, geram resultados melhores. Nada disso as escolas públicas têm. Vale dizer, nem a ETESP tem.


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Mentiras
___Já que o resultado da Etec São Paulo foi muito bom, os jornais – incompetentes e/ou parciais – fizeram apenas reportagens acríticas, que não pararam de enaltecer as qualidades da escola. Lendo as matérias, fica-se com a certeza de que a ETESP é a última camisinha da gaveta. Como a situação não é tão poliânica quanto a imprensa noticiou, acho que vale a pena apontar alguns furos.
___Uma das reportagens aceita como explicação para o sucesso do colégio os “professores, que são preparados e motivados”. Realmente, existe muita gente boa no corpo docente da ETESP e eu agradeço pelo “preparado”. E, admito: sou um empolgado. Porém, vamos ser realistas: dá para dizer que alguém fica motivado recebendo R$ 10,00 hora/aula? Isso mesmo, DEZ REAIS por aula! Dez reais para preparar uma aula, dar a aula, atender os alunos fora de sala, corrigir provas. Dez reais. Alguém fica motivado com isso?
___Antes que alguém venha questionar, o aumento, que o governador Geraldo Alckmin anunciou em MAIO, ainda não pingou na minha conta. Dava para ganhar mais, por hora, pedindo esmola – e eu nem ia precisar ter o trabalho de preparar aula.
___Elogios às salas multimídia, à biblioteca, são feitos como se não existissem defeitos. Por exemplo, valia citar como o número de salas multimídia não é condizente com a quantidade de alunos. Ou que as falhas dentro das que existem são bem frequentes. Mas, vou falar do que os jornais deixaram, sem querer, transparecer.
___O G1 disse que a biblioteca da ETE São Paulo tem “20 mil volumes, incluindo materiais de pesquisa”. Se são realmente 20000, eu nem imagino; porém, eu sei que não é um local de fácil consulta. Se o G1 não sabe disso, repito, é por incompetência e/ou por parcialidade.
___Olhem a foto publicada pelo G1.


Biblioteca da ETESP


___Perceberam? Não? Então, parem de olhar para o aluno no meio da foto, olhem para os livros da biblioteca. Vou aproximar a imagem.


Biblioteca da ETESP - Detalhe


___Entenderam? É uma biblioteca, com, teoricamente, 20 mil volumes, e os livros não estão classificados. Olhem como ficam os livros, com classificação, em uma biblioteca séria.


Biblioteca séria


___Todas as lombadas têm uma marcação para dizer qual é a obra. Completamente diferente da biblioteca da ETESP. Como pode se elogiar uma biblioteca em que não se consegue encontrar os livros que se quer?


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Então, na verdade, a ETESP é ruim?
___Não. A ETESP não é ruim. Ela é maravilhosa. Só que não é boa por causa do governo. Por isso mesmo que me incomoda quando, após o bom resultado, aparece um burocrata qualquer, “coordenador do ensino médio e técnico do Centro Paula Souza*”, dando entrevista para a Folha dizendo que “a aliança do ensino básico com o técnico resultou no bom desempenho.” e que “[Nós do Centro Paula Souza] Também estimulamos os professores a cursar uma especialização, mestrado ou até doutorado para se manterem atualizados”.
___Afirmar que o bom resultado vem da aliança entre ensino básico e técnico, demonstra um completo desconhecimento de como a ETESP funciona – já que é a minoria dos alunos que faz o médio e o técnico ao mesmo tempo. Além disso, o senhor “coordenador do ensino médio e técnico” e a Folha podem me explicar como a Escola Técnica Estadual Professor Carmelino Correa Jr conseguiu ter o terceiro pior resultado do estado, já que ela também faz parte do Centro Paula Souza e lá também existe “aliança do ensino básico com o técnico”?
___Quanto ao estímulo aos professores para “cursar uma especialização, mestrado ou até doutorado para se manterem atualizados”, por favor, não que seja proibido contar piadas em jornais, mas é sempre bom não exagerar. Com o salário ridículo que o Centro Paula Souza paga, mal dá para pagar as contas, imagine comprar livros, empreender viagens de pesquisa, arrumar tempo livre para escrever.
___A verdade é que a ETESP conta com professores dedicados (mesmo ganhando mal, muitos dos professores se esforçam ao máXimo para garantir que os estudantes irão aprender), com alunos bem preparados (como é necessário vestibulinho para entrar na escola – e a ETE São Paulo é uma escola muito bem conceituada e disputada –, costumam entrar ótimos alunos) e uma Associação de Pais e Mestres muito ativa (que fornece à escola grande parte das verbas e funcionários que o governo não dá).
___O bom resultado da Escola Técnica Estadual de São Paulo é reflexo dos alunos esforçados e que já chegam bem preparados (e que costumam ter dinheiro para auxiliar os próprios estudos), de ótimos professores (que se dedicam muito, mesmo não recebendo as recompen$a$ devidas), de uma liberdade atípica, de uma comunidade atuante e de muitos outros fatores. Nenhum desses fatores, infelizmente, vindos do poder público. Só que, em época de eleição e de bons resultados, nunca falta algum burocrata inútil ou um político desonesto tomando as glórias da única escola pública fabulosa do estado para si.


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* O Centro Paula Souza é a autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que administra as faculdades de tecnologia e as escolas técnicas, incluindo a ETESP.

54 comentários:

  1. Realmente, é uma pouca vergonha do governo insinuar que o ensino público vai bem porque uma "mísera" escola pública se saiu bem no ENEM, ao invés de achar uma solução para esse grave problema que tem influência no futuro para o próprio desenvolvimento nacional.

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  2. Que bom que existem pessoas que falam sobre o outro lado da moeda e não se contentam em fazer parte de algo que apareceu na TV e nos jornais.
    Ah, e o primeiro parênteses do terceiro parágrafo não é algo que se pode deixar passar.

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  3. Bianca Crisóstomo20 setembro, 2011 15:52

    Finalmente alguém "entendeu o meu ponto de vista". Todo mundo exaltado pela classificação da ETESP, e eu achando absurdo. Bom saber que há mais alguém que concorda comigo, ainda mais um (ex) professor =)
    Aliás, dei muita risada "...esforçam ao máXimo para garantir...". Genial hahahah =)

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  4. Aliás,do penultimo.

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  5. E uma coisa que ninguém nunca lembra: a ETESP na realidade só tem um prédio oficial. Os outros são apenas empréstimos da FATEC. Se não fosse esses prédios emprestados, não seríamos capazes de ter a quantidade de turmas que temos agora.
    Fica a pergunta: por que o governo não cria um espaço próprio pra "melhor escola pública de São Paulo"?

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  6. é triste saber que pelo mérito de uns, outros que não tiveram relação ou o menor trabalho em dar auxílio, acabam ganhando fama...

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  7. Eu achei sinceramente engraçado quando disseram que um dos méritos da ETESP é ter uma boa infra-estrutura (nem precisa atravessar o matagal da praceta pra se chegar ao Maffei e comprovar, a caca já começa quando se chega: já repararam que só um terço da fachada do Centro Paula Souza é pintado? olhando de frente é amarelinho; olhando de lado é cinza e desmoronento) e os incentivos dados aos professores. Sério. Só podem estar se divertindo e rindo da nossa cara.

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  8. simplesmente perfeito.

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  9. Apesar de me orgulhar de ter feito parte do terceiro ano que aumentou um pouquinho a colocação da etesp na lista, li todo o texto fazendo 'sim' com a cabeça. O esforço é só de alunos e professores mesmo, porque o governo não tá nem aí pra etesp e fica se enaltecendo à custa dos nossos esforços.
    Saliento que a escola é tão, mas TÃO excludente que só UM prédio dela tem acesso pra deficientes físicos, com um elevador que levou anos e mais anos de esforços do corpo docente pra ser colocado em uso. [Na verdade eu nem sei mais se ele tá funcionando!]
    Vale ainda dizer que apesar da melhora no enem, o investimento que era direcionado à etesp vem ano a ano diminuindo pra ser investido na etec parque da juventude, a "menina dos olhos" do governo. Se o prédio reformadinho e pronto já tá lá, pra que gastar mais dinheiro com uma escola que nem prédio direito tem? Triste.
    Mas enfim, se houve melhora na nota [mesmo com a nota do vestibulinho caindo], o que mudou nesses 3 anos de etesp não foi o salário dos professores ou o incentivo governamental, pra mim foi a 'política' adotada dentro da própria escola. Ainda que não fosse assim pra todas as matérias, quando os professores pegam 3 ou 2 anos direto ou com pausa de 1 ano com a mesma turma é bem melhor por questões didáticas e práticas. Bom, foi só um pouco da minha opinião distribuída aqui :P Além disso, não quero desmerecer nenhum professor... Mas pegar Fernando 3 anos direto e X e Trida 2 anos direto é uma puta sorte né!

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  10. Texto muito bom. Muito ainda foi deixado de fora, mas o principal foi abordado.
    O que mais me orgulha como etespiano é ter professores que se esforçam além do que podem e conseguem muitas vezes tirar leite de pedra.
    O que mais me envergonha como paulista, é ver as pessoas 'cultuando' uma escola que é exceção da exceção, ao invés de se preocupar com a normalidade, que são escola públicas que não tiveram a mesma sorte com o seu corpo docente e que por isso são abandonadas pelo poder público.

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  11. Sei q ainda t/ mto de fora, Willian. Mas, eu achei q o texto já estava grande, se eu tratasse de mais coisas, ninguém ia ler. Ficou mta coisa no rascunho.

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  12. Sensacional. Sou do grêmio da federal e temos diversos problemas que convergem, em alguns pontos, com os das Etecs. Acredito que uma conversa teria bons tópicos a serem discutidos. É possível que conversemos ou algo do tipo? Não há a necessidade de ser pessoalmente, professor. (Mas seria melhor, acredito eu).

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  13. Claro, Danilo. É só acertarmos o horário.

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  14. Parabéns pela iniciativa!!! Agradeço pelo texto que muito bem redigido retrata a verdade sobre a Escola técnica, a motivação do professor sem contar a estrutura e recursos que disponibilizamos para darmos as nossas aulas!!!
    Ainda bem que hoje podemos mostrar a verdade por outros meios, mesmo que isso seja para poucos interessados, mas poucos que realmente enxergam além do status que o nome " Escola Técnica" proporciona, principalmente ao Ensino Médio. Não consigo ver nexo nisso, mas vejo manipulação e muita estratégia nesse jogo!! Obrigada pela verdade, mesmo que custe nossas cabeças!
    Profª Shirlei

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  15. Prof. Ulisses,

    Adorei o seu comentário ( ... O ponto é que, mesmo sabendo que um texto deste pode custar a minha cabeça, sou obrigado a dizer: o preço de ficar calado é maior.)

    Parabéns pela excelente matéria e pela coragem.

    Arlete

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  16. Mais um ótimo texto!
    Haha, esse bombou!

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  17. Cara, teve ano na escola que eu tive aula de ed fisica na quadra da ROTA!!! Vcs tem noção do q é ter uma ed fisica com armas apontadas pra vc?? E coitadas das meninas q para irem ao banheiro tinham q ir em par! Uma ia no banheiro e a outra olhava a porta para nenhum policial engraçadinho tentar espiar.

    Concordo q o governo esta levando mérito demais nessa história toda. Uma educação pública q deveria ser para todos é uma puta mentira. Estudar na etesp é algo pra poucos, infelizmente

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  18. Realmente, a estrutura é maravilhosa! E uma das coisas que mais alegra os alunos, é o dia em que há papel no banheiro.

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  19. Um trecho do seu texto diz "Professores bem preparados e motivados", bem nos viramos sozinhos, e até nos preparamos, mas motivados!!!! Nunca, eu que dou aula na ETESP há 21 anos, nunca me senti tão decepcionada, é duro mesmo entrar em sala de aula e não demonstrar o que estamos sentindo por dentro. cada vez mais atacados. Tendo de brigar para conseguir fazer uma atividade cultural, e brigar mais ainda para fazer um curso (Na própria instituição, pois cursos pagos estão fora de cogitação) E infelizmente, a Instituição, a "Corte" como costumo chamar, não tá nem aí com isso. E o que é pior, ainda vão usar esse resultado para eleger canalha, inimigo da educação. Se eu pudesse, eu compraria uma barraquinha de cachorro quente.

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  20. Caro professor,
    Me formei em 2001 na Etesp e o que o sr. escreveu já ocorria naquela época.
    Com exceção da biblioteca que com absoluta certeza não tinha 20 mil volumes, mas todo ano tinha campanha de arrecadação de livros entre os novatos que iam aos cebos comprar livros por R$1,00.
    Embora eu não reclame dos meus tempos naquela biblioteca, encontrei títulos incríveis como por exemplo: Dicionário de nomes para bebês, O caminho da verdade etc.

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  21. Gostaria de saber se as escolas particulares, em sua grande maioria, realmente pagam melhor do que a rede estadual? Tenho a impressão de que em algumas poucas escolas de renome isso seja realidade. Fico com a impressão. também, de que a rede municipal de São Paulo valorize mais seus docentes do que a rede estadual, isso procede?

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  22. Concordo com absolutamente tudo.
    Se conseguir pegar um livro do assunto que deseja, na biblioteca da ETESP, sinta-se privilegiado.

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  23. Texto que relata a verdade sobre a escola. Embora me orgulhe por ter estudado sei que o mérito da escola cabe aos alunos que se esforçam que nem loucos para passar e fazem cursinho para entrar nas universidades, e ainda a capacidade dos professores de se manterem motivados a dar aulas exelentes mesmo sem incentivo monetário e materiais didáticos, uma escola que a maioria dos professores são ótimos e conseguem fazer mágica para dar aula e contam com a vantagem de também terem bons alunos.

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  24. Dou aulas nas escolas técnicas do Centro Paula Souza há 10 anos. Realmente é uma vergonha ouvir um "certo coordenador do ensino médio e técnico" dizer tais asneiras!!! Acho que ele deveria receber R$10,00/hora trabalhada e continuar motivado... tenho certeza que ele não riria da nossa cara! E sim, as escolas particulares que despontam no ENEM pagam em média R$35,00/aula para seus professores (iniciantes)... isso é apenas quase 4x mais do que se paga no Centro Paula Souza... Esses professores podem trabalhar menos e se dedicar aos estudos, pós-graduação, mestrado, doutorado... além de, claro, terem dinheiro para bancar tais cursos. TODOS os professores do CEETEPS que conheço, assim que fazem seus mestrados, diminuem o número de aulas ou até mesmo saem das escolas técnicas... porque será?!? Mais uma boa pergunta para o caro "coordenador do ensino médio e técnico" do CEETEPS e o Sr. DESgovernador de São Paulo...

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  25. Nilza Ruth Silva de Camargo.23 setembro, 2011 03:41

    Texto muito esclarecedor. Sou Profa. da ETEC GV e também da ETEC Guaianazes. Gostaria de agregar que, na VERDADE, a nossa instituição é uma Autarquia em Regime Especial VINCULADA e ASSOCIADA À UNESP-Universidade Estadual paulista Júlio de Mesquita Filho e que desde 1996 o Governo do Estado " fez desconhecer" este vínculo a ponto de pensarmos que somos "vinculados" à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Em 1998, o governo do estado tentou através de projeto de lei efetivar o DESVÍNCULO, porém pela força da mobilização dos trabalhadores e, especialmente, do seus alunos, este projeto foi barrado na ALESP - Assembléia Legislativa do Estado/SP, portanto oficialmente o vínculo foi mantido! Esta questão é muito importante, isso porque é EXATAMENTE ela que promoveu o rebaixamento escandaloso dos salários dos trabalhadores do CEETEPS ao ponto citado no artigo, uma vez que, desde então não somos reajustados pelo índice do CRUESP - Conselho de Reitores das Universidades Paulistas.
    Ao desrespeitar nossos direitos pois, LEGALMENTE e OFICIALMENTE somos vínculados à UNESP, veio ao encontro de uma política que visava desconhecê-lo para tratar de questões admistrativas da instituição passando por cima da AUTONOMIA universitária. É importante que também se esclareça que até aquele ano (1996) o cargo de direção da instituição, ou seja, o de diretor Superintendente era eletivo, através de lista trípice, realizado juntamente à comunidade do Centro Paula Souza! Possivelmente algumas pessoas ficarão perplexas por eu estar colocando estas relações, praticamente desconhecidas pela ampla maioria daqueles que trabalham atualmente na instituição, mas para analisarmos a raiz do problema que enfrentamos nas escolas técnicas e faculdades de técnologia em São Paulo é "deste ponto" que teremos que partir. Para começar esta conversa, temos que retornar à nossa origem e embasamento legal, o vínculo com a UNESP, a NÃO aplicação do reajuste do CRUESP e de NENHUMA política de recomposição salarial condizente e, FUNDAMENTALMENTE, a ausência de democracia na escolha do gestor máximo da instituição, com um programa que seja avaliado por toda a comunidade do CEETEPS. Não podemos continuar desfocados da nossa identidade institucional pois podemos correr o risco de nos mantermos à margem dos nossos verdadeiros problemas. Aquilo que nos afeta no nosso dia-a-dia, os nossos índices, a nossa baixa produtividade, os critérios que somos avaliados, a nossa política de progressão funcional, o discurso da CETEC - Coordenadoria do Ensino Técnico, que é colocado no artigo, todas estas questões estão no bojo deste problema, que a meu ver é de fundamental importância. Esta na hora de retomarmos estas discussões amplamente, saírmos do marasmo de todos estes anos, para que aqueles que acabaram ou venham a entrar na instituição saibam a sua verdadeira história. Obrigada pela oportunidade.

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  26. Nilza Ruth Silva de Camargo.23 setembro, 2011 04:00

    Desculpe, esqueci algo muito importante: PARABENIZO a ETESP!
    Sim, contamos com docentes competentes, mesmo não sendo MESTRES ou DOUTORES, funcionários dedicados e alunos brilhantes e se, com tudo isso, tivermos uma direção que seja democrática, podendo e aceitando a participação de sua comunidade, o sucesso estará seguro e teremos a escola que todo jovem brasileiro deveria ter, quiça todo o jovem do mundo!

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  27. As escolas sobrevivem às custas do esforço e dedicação de seus professores, obstinados por seu ofício: preparar os jovens e os adultos tão necessários ao desenvolvimento da sociedade. Esta politicada de fachada, de se fazer merecer méritos que os outros obtiverem é bem a cara deste "desgoverno"; tudo o que acontece em decisões do CEETEPS é velado, que chegam à luz do dia e nos pega de surpresa, seja em relação à carreira funcional ou qq outra. As escolas carecem do básico, pessoal de limpeza, inspetores, administrativo; verba pra se manter, nem pensar, a própria escola que se vire; desconhecem nosso vínculo com a UNESP, somos desrespeitados diariamente e o governo se "aparece" colado no sucesso de apenas uma escola!!!! um absurdo que precisa mudar com a mobilização de todos!!! Parabéns pela colocação oportuna e tão pertinente com a nossa realidade.

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  28. Ricardo, já trabalhei em várias escolas particulares e nenhuma pagava pior do que a estaduais. Acrescento que também nenhuma pagava bem, mas o salário pelo menos não é tão vergonhoso.

    A rede municipal, salvo engano, não trabalha, aqui em Sampa, com o Ensino Médio. De qquer modo, dizem q o tratamento é melhor do que o estadual. Só q, mesmo a rede municipal está bem longe dos salários da maioria das escolas particulares.

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  29. Genial.

    Um ponto que me vem à cabeça é o simples fato de que cada ano, inclusive, muda-se muito o perfil dos alunos. Saíram-se muito bem os alunos formandos de 2010 e o mérito é exclusivo dos alunos e professores, a escola administração ou poítica nada tem a ver com isso.

    Por mais que a ETESP tem se mantido muito bem com os resultados do ENEM, ainda há de dar mérito aos cursinhos aos quais muitos alunos não só da ETESP se matriculam à fim de reforçar o que lhes foi lecionado nas aulas (e muitas vezes poder ver aquilo que não teve tempo de ser estudado nos anos do ensino médio).


    A grande verdade é que esse resultado foi feito com muito esforço dos professores e dos alunos tirando leite de pedra. Com cinco aulas por dia (diga-se de passagem que é a mesma carga horária do primeiro fundamental de escolas particulares), três aulas semanais de matemática, duas de história, falta de laboratório que atenda aos cursos de ciências naturais, falta de materiais e com livros de volume único com o mesmo número de páginas que um livro de física de ano específico adotado pelos grandes colégios particulares, janelas por conta dos cursos de capacitação que POR MILAGRE os professores conseguem fazer, falta de calendário organizado, NEGLIGÊNCIA DOS POLÍTICOS e muita cara de pau, só milagre e muito, muito esforço para um resultado desses aparecer.

    Se o Centro Paula Souza quer receber algum crédito por isso, que seja pelas eternas férias daquele que deveria estar sim administrando a escola, ao invés de deixar nas costas de três coordenadoras (e de um corpo docente sensacional, mas não à prova de falhas). Ou então que levante o traseiro da cadeira e coloque as outras ETEs à altura da ETESP, cumprindo com aquilo que foi dito às empresas de comunicação sobre o 'segredo da etesp'.

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  30. Caro Trida,
    Perfeito o que você escreveu, concordo plenamente.

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  31. Caro Eduardo,
    As campanhas de arrecadação acabaram, mas o resto ficou um pouco pior.
    Também acho fantásticos alguns títulos. Fico emocionada!

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  32. Ótimo!
    Qual horário você tem disponível?
    Posso ir à ETESP na quarta, quinta ou sexta (28/9, 29/9 e 30/9) sempre às 12h. Especialmente no dia 28/9 posso ir mais cedo, às 10h30.

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  33. Parabéns! Sempre comento as matérias que comparam as escolas públicas que exigem "vestibulinhos" com as demais. A mídia tenta provar a "culpa" baseada em reduzido número de evidências.

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  34. Postei um comparativo entre Brasil e Espanha, levando em cosideração dias letivos e salários.

    http://amaieski.wordpress.com/2011/09/25/brasil-88-x-espanha-12-se-fosse-futebol-a-vantagem-seria-nossa/

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  35. [...] http://incautosdoontem.opsblog.org/2011/09/20/etesp-mentiras-e-verdades-na-melhor-escola-publica-de-... Share this:ShareFacebookLike this:LikeBe the first to like this post. [...]

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  36. Tanto quarta, quanto quinta, dou aula até às 13h (cursos extras - não remunerados - para os alunos). Pode ser em qualquer um dos dois dias. Só prefiro q vc avise antes.

    Abraços.

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  37. [...] Sep 26th, 2011 by Ulisses Adirt. Share___Queridos leitores, vocês leram o meu artigo sobre a boa colocação da ETESP entre as escolas de Sampa, né? Pesado, não? ___Eu sei, foi falta de cautela escrever aquilo. Não se fala daquele jeito do [...]

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  38. Não ter livro de química desde o ano passado, sendo que o do primeiro ano foi comprado, assim como o de história, são pequenos detalhes.. Professor não seja exigente, o esforço do Governo pela educação merece palmas!!

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  39. Felipe Landim Ribeiro Mendes03 outubro, 2011 20:39

    O texto é perfeito.
    Mesmo não tendo estudado na ETESP, conheço pessoas que estudam e que estudaram na instituição e posso dizer que tenho certa noção do panorama exposto pelo Trida.
    Uma coisa que foi citada num dos comentários e que eu gostaria de reiterar refere-se ao "complemento" educacional, oferecido pelos cursinhos, aos alunos do 3º ano. Antes de tomar esse dado isoladamente, ele nos ajudar a traçar o perfil dos alunos da ETE de São Paulo. A maioria dos alunos, aprovados no concorridíssimo vestibulinho da ETESP, não veio de escolas públicas. A formação fundamental dos estudantes foi anteriormente paga, e muito bem paga, pra que eles tivessem reais chances de ingressarem num ensino médio gratuito e de alto nível. A quantidade de alunos do 3º ano que pagam cursinhos caros como Anglo, Etapa ou Objetivo mostra, mais uma vez, como as possibilidades de incremento intelectual dos etespianos é muito superior à média dos alunos de escolas públicas "comuns".
    O processo seletivo, como o Trida e outros nos comentários lembraram, é fator determinante para se entender a peculiaridade do caso da ETESP no ENEM do ano passado. Assim como alguns colégios particulares selecionam os melhores alunos do 2º e 3º anos para prestarem o Exame, o governo do Estado, através do vestibulinho, parte do mesmo conceito quando concentra os alunos mais bem preparados numa mesma instituição.
    O bônus na Fuvest serve para coroar as "pateticidades" do governo. Por falar em Fuvest, a situação da USP não se afasta muito do caso da ETESP. Digamos que o modelo de ingresso, perfil do aluno e preocupação governamental na Escola Técnica Estadual de São Paulo seja uma antecipação do que ocorre na Universidade de São Paulo.
    Para concluir: os professores da ETESP fazem um trabalho excelente, que consegue ser acima da média mesmo com o "incentivo" que recebem. Os alunos do colégio também demonstram ter uma instrução que, atestada pelo vestibulinho, é superior à dos estudantes de escolas e de muitas particulares. Instrução que somada a uma jornada dupla no 3º ano e bônus de 8% na FUVEST produzem os resultados tão satisfatórios ao governo do estado. Enfim, coisas precisam ser repensadas.

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  40. Trida,perfeito o artigo.
    Diz tudo o que muitas vezes comentamos.Como disse a um aluno,o mérito deve ser dos alunos,funcionários,pais,professores e SÓ.

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  41. Marcelo e Andrea Nunes10 novembro, 2011 10:10

    Que dureza...

    Somos pais preocupados pois nosso filho mais velho vai prestar vestibulinho para a ETESP e para o Colégio Termomecânica.

    O pai, ex-aluno da ETI Lauro Gomes, formado na última turma ainda mantida por um convênio com o governo da Alemanha, brigou até conseguir que o seu diploma do ensino médio ainda viesse grafado como "ETI Lauro Gomes", e não "ETE Lauro Gomes", já prevendo a DESGRAÇA que viria a acontecer nos 30 anos seguintes.

    A mãe, ex-aluna do Colégio Bandeirantes, não consegue entender como as coisas chegaram a este estado (e neste Estado) e se preocupa: "A ETESP ainda é ótima. Ainda, mas até quando com esse DESgoverno que aí está?".

    Engraçado (ou não?) é que me lembro de assistir a cerimônia de formatura do "particularíssimo" Colégio Bandeirantes há uns 12 anos atrás. Lá estava a Secretária Estadual de Educação Rose Neubauer, fomentadora do CEETEPS, entregando o diploma para os seus dois filhos.

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  42. Olá, Prestei a prova para a ETESP e para a Federal? Qual das duas indicações voce me indicaria? Porque?
    Obrigada =)
    Muito bom o seu texto !

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  43. Olá Adriany, sei que a sua pergunta não foi dirigida propriamente para mim ... mas senti vontade de expressar minha opinião ... neste ano estou concluindo meu 3º ano do médio na ETESP e já estive numa situação semelhante a sua. Quando eu prestei prova para a ETESP também prestei para a Federal e o Liceu (passei nas três) e fiquei numa grande dúvida: qual delas escolher ... para quem está de fora é difícil saber qual seria a melhor opção.
    Você deve pensar em qual é a sua prioridade ... Na ETESP você fará seu ensino médio durante 3 anos pela manhã e poderá a partir do 2º ano fazer ou não um curso técnico lá ou em outra etec (eu fiz o técnico em informática e adorei o curso, inclusive na semana passada participei do Prêmio ESEG ( http://www.cpscetec.com.br/premioeseg/ em que a ETESP novamente mostrou sua competência em ensino).
    A ETESP a todo momento promove a criação de um aluno reflexivo, o que talvez você não encontre na mesma intensidade em outro lugar. Ela não é perfeita, mas para mim é a melhor *-* Quanto à Federal, tenho amigos de lá, infelizmente, os alunos de lá tem sofrido com algumas greves/desatenção por parte da diretoria ... lá também você completará seu ensino médio (junto com o técnico) em 4 anos (em um único turno - manhã/tarde), não vou negar que se você sair por ai falando "estudo na federal" talvez cause mais impacto ... mas acredito que o ensino integrado, como é o caso de lá e também do Liceu, acabam tirando o foco do aluno com relação ao médio. O Liceu tem a desvantagem de que mesmo você sendo bolsista estudará em uma escola particular (eu sei que não é legal já ir pensando assim ... mas com a ETESP - ou outra escola pública você terá um ensino bom e com direito a certos "bônus" no vestibular que podem vir a fazer a diferença). Espero que você passe nas duas e possa escolher a que deseja estudar ^^ (se quiser conversar + é só me procurar no jaqueline.trindade@hotmail ....)

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  44. Para começar, ótimo comentário, Jaque.

    Agora, Adriany, olha... realmente é uma questão difícil. As duas escolas são boas, mas eu, obviamente, entendo bem mais da ETESP q da Federal.

    O que eu posso lhe dizer é que na área de Humanas, exatamente o que eu entendo, a ETESP é fabulosa, é, sem dúvida, a melhor escolha. O corpo docente é muito bom, faz trabalhos maravilhosos, indica leituras importantíssimas. A Federal, infelizmente, comete o erro de dar pouca atenção às Humanidades (tanto que algumas matérias muito importantes das Ciências Humanas entram em uma enganação burocrática que eles chamam de “Projetos”).

    Claro, isso é uma opinião sobre algo que eu entendo. Espero que ajude um pouco vc a se decidir.

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  45. Olá, boa noite.
    Realmente, ví várias reportagens sobre a ETESP, até que a vontade de se inscrever para realizar o vestibulinho na mesma foi gigante, porém a distância me impediu. Estudarei na ETEC Takashi Morita (Santo Amaro), e espero que a mesma consiga acompanhar o excelente resultado e desempenho da ETESP. Mas de um lado por passar, fico triste por alguns colegas meus, na verdade todos. Nenhum passou, todos que conheço tiraram médias baixissímas. Estudei em escola pública, e para conseguir passar na ETEC em que vou estudar, tive que se esforçar muito em casa, e esse assunto de salário e motivação deve valer para todas as redes de ensino. Realmente os podres sempre ficam escondidos.

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  46. Por isso q eu prefiro o IFSP.
    Acho a etesp uma excelente escola. Ficou como a melhor escola publica de SP no enem, mas a federal teve uma participação insignificante ( devido a greve de 2 meses).
    Outro motivo por preferir a IFSP: a federal pertence ao governo federal ( é lógico né hahaha) então, o governo federal valoriza muito mais a educação dq o governo estadual. Os professores do IFSP são extremamente preparados e recebem um salário semelhante a um professor de uma Universidade Federal, resultando em um ensino melhor.

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  47. Cuidado, Rodrigo... as coisas não estão tão boas assim para a Federal tb. Não foi à toa q ela passou um tempão em greve. Ela tb t/ graves problemas. Mas, concordo q os salários são mais dignos.

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  48. É verdade as coisas no IFSP também não estão legais, aqui está passando por muitos problemas mas já ouvir falar em vários lugares que os professores daqui são mais valorizados apesar de não ser o suficiente.
    E não dei os parabéns pela matéria na postagem anterior então, PARABÉNS!
    E concordo perfeitamente que o sistema de educação pública no Brasil está de mal a pior e na minha opinião os principais de haver algumas escolas públicas que cheguem a ultrapassar grandes escolas particulares no ENEM e no indice de aprovação em grandes universidades, como é o caso da ETESP e do IFSP é o fato de ser um vestibulinho extremamente concorrido e entrarem somente os melhores alunos e a dedicação dos professores que mesmo passando por diversos problemas lutam para dar ensino de qualidade à quem realmente quer aprender.

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  49. Parabéns pelo texto! Estou pensando em fazer ETESP e me sinto bem em ter mais informação [clara] oriunda de alguém que leciona lá.
    Agradeço!
    Abraço!
    Carol

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  50. Bom dia, a todos
    Texto enriquecedor e comentários dos mais diversos e muito esclarecedores. Minha filha acabara de fazer o vestibulinho na ETESP, este final de semana, e obtera um resultado muito bom (42 acertos das 50 questões) e nos próximos finais de semana (09/12 e 16/12) irá fazer os vestibulinhos do Liceu e IFSP, respectivamente.
    Espero que tenha sucesso em todos e que possamos ter a dor de cabeça de escolher o melhor para si.
    Sou ex-aluno do Liceu (formando de 1995) e faltavam informações atuais e um maior conhecimento sobre a instituição ETESP. A IFSP já é conhecida devido a alguns amigos da época do técnico e experiências durante a formação universitária.
    Não farei críticas / comentários sobre essas renomadas instituições públicas (mesmo com todos os problemas já relatados), mas o correto seria termos um número infinitamente maior de instituições de referência e com oportunidades para todos.
    Um grande abraço a todos que participam e enriquecem com seus comentários / críticas.
    Claudio Leite

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  51. oração para trazer a pessoa amada em 24h
    escreva na sola do pé esquerdo o nome da pessoa amada e aperte no chão dizendo três vezes: debaixo do meu pé esquerdo, te prendo (nome da pessoa)te amarro (nome da pessoa) e te mantenho (nome da pessoa) pelo poder das treze almas bendita. que assim seja. que vc venha me procurar em 24h,dizendo que me ama e que quer ficar pra sempre comigo. enquanto vc não vier não irá comer, não irá dormir e nem irá ter vontade de outro homen a não ser eu. assim seja, assim será. ( publicar 4 vezes e não revelar o sonho dessa noite a ninguem)

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  52. [...] Eu sei que tem gente que acha errado quando me vê criticando algo ou alguém; sei que isso pode me fazer mal profissionalmente; sei que eu me daria melhor calando a minha boca. Já diria o grande [...]

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  53. Foi uma luta durante o ano de 2012. Pressão total para o filhão conquistar uma vaga na ETESP. Depois de muita dedicação meu filho conquistou a tão sonhada vaga. Detalhe: passou também na federal e conseguiu uma bolsa de estudo tentadora na escola em que estudava. Foi difícil escolher. Após várias ponderações, ETESP foi a escolhida. Ontem começaram as aulas e á noite meu filho informou que ainda não tem professor de química nem de artes, nem substituto para os mesmos. A aula será vaga. Me deu um aperto no coração. Será que fizemos a escolha certa? A felicidade da aprovação se transformou em angústia. Será que ele terá que passar por isso durante o ano todo? Aulas vagas, greves. e bla bla bla. Tanta dedicação terá valido a pena?

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  54. Andrea, acredito que não faria diferença se o seu filho estudasse na federal. Fiquei na mesma situação, e fui para a IFSP, lá não é muito diferente, estou sem professor de matemática e artes desde o começo do ano, sem contar nas goteiras que aparecem nos dias de chuva

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