02 junho, 2014

Sabendo contar a mesma história

___Imagino que, estando aqui no Incautos, você deve gostar dos meus textos. Mesmo assim, aconselho que você pare a leitura e veja este vídeo antes de ler qualquer outra palavra que eu tenha escrito. 


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___Aconselhei você a ver o vídeo primeiro porque eu não queria estragar nenhum pedacinho desse curta lindo. Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, é um curta-metragem que, assim como Ilha das Flores, deveria ser visto e revisto por todo mundo. O Eu Não Quero Voltar Sozinho ainda tem a gigantesca vantagem de ajudar a desentocar homofóbicos, como aconteceu no Acre
___Aproveitando os inúmeros prêmios e o sucesso do curta, Daniel Ribeiro resolveu transformá-lo no longa-metragem Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Quando soube da notícia, sorri bastante, mas, admito, com certo gosto azedo na boca. Fiquei receoso que um curta tão bonitinho, bem feito e executado, acabasse virando um longa pobre e que só serviria para depor contra a primeira obra. Doença, vale dizer, muito comum em continuações de bons filmes.

Hoje eu quero voltar sozinho

___Por isso mesmo, fiquei em um conflito interno sobre assistir ou não o filme no cinema. Caso você esteja com o mesmo receio, já aviso: pode ir sem medo. O longa-metragem é tão fofo quanto o curta que eu deixei no início da postagem. Os temas principais foram aprofundados e novos elementos acabaram sendo trabalhados. 
___Como professor, já tive de trabalhar certos conteúdos repetidas vezes. Para que o trabalho não se torne entediante para mim com o passar do tempo, peguei a mania de, em toda aula, fazer algo de diferente, ensinar algo que eu ainda não havia ensinado em outra sala. Claro que certos pontos nunca podem ficar de fora. Mais claro ainda, isso dá um bruta trabalho, faz com que a preparação das aulas sejam extremamente trabalhosas, demandem muito mais leituras e pesquisas. É difícil, mas torna-se a arte de contar a mesma história/História de uma nova maneira. 
___O resultado do Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é de um filme que, por si só, já seria bastante válido. Tendo o curta como ponto de comparação, torna-se melhor ainda. Trata-se da mesma boa história recontada com uns pontos a mais aqui, uns a menos ali e um resultado igualmente fabuloso. 

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