21 novembro, 2010

Caçando assuntos

___Escrever com frequência significa, também, viver a caçar assuntos. Qualquer fato atípico vale uma anotação, qualquer cena estranha, uma fotografia.
___Tarde dessas, andando pela Paulista, encontrei um cara vestido de Dom Quixote, conversando com outros dois fantasiados: Sherlock Holmes e Wolverine. Comecei a procurar meu celular para tirar umas fotos, mas, infelizmente, eu havia saído sem o aparelho.
___Na hora, fiquei incomodado. É chato perder uma oportunidade dessas.
___Continuei o meu caminho. Dois quarteirões depois, avistei um par de meninas jogando peteca, perto de um semáforo de pedestres.
___Eu continuava sem o celular para tirar fotos, mas passei a sorrir: andar por São Paulo é encontrar, o tempo todo, com o atípico. Sem contar que, mesmo sem fotos, não é tão difícil assim transformar essas (não-)cotidianices em crônicas.




6 comentários:

  1. dessas coisas deliciosas q vemos em são paulo.

    mas são tão pequenas e cotidianas q nunca lembramos delas. principalmente quando temos q defender a cidade contra os ataques (justos) à sua sujeira, desigualdade e indiferença.

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  2. hahaha! me fez lembrar que eu não consegui um tema interessante para escrever no fim de semana.

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  3. Curioso: sofro do mal inverso: há tantos temas palpitantes só na timeline do Twitter que fica difícil recortá-los para lhes dar a devida (?) relevância. Do estúdio inaugurado pela Converse à inesgotável polêmica sobre atenção X distração ensejada pela web. Com isto, rascunhos se acumulam. Ademais, a certeza de que, somewhere else in the web, someone else will cover it much more properly - so that Jarvis' dictum "cover what you do best, link to the rest" aggregates further relevance everyday.

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  4. Leonardo, Augusto:

    Em alguns dias estou inspirado e tenho mtas ideias; em outros, não me vem nada à cabeça. Minha solução é um arquivo de rascunhos. Tenho mais de 100 textos rascunhados, vários deles já terminados, mas q eu guardo para publicar depois de mtas revisões.

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  5. Aloha Ulisses!
    Por aqui, no Rio, está semelhante.
    Fuzis, tanques, colunas de fumaça, carcaças de veículos carbonizados...
    Deve ser o quase fim de primavera, apenas uma sensação contagiante no ar, e nada diferente no cotidiano para comentar...
    Aloha!

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  6. Eu tento usar essa técnica, mas ultimamente a rotina deu uma pesada a mais e sabe quando você olha para o texto e sente que ele ainda não está maduro, lê, relê e não gosta. Quando ele estão assim eu deixo eles lá guardadinhos na gaveta mais um tempo.

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