25 julho, 2010

Falta de tato

___Reconhecer que nem todo mundo é igual, que algumas pessoas possuem necessidades que outros não possuem, é bastante importante. Mesmo assim, apenas reconhecer é um passo pequeno. Ajudar pode ser um dos passos seguintes, mas nunca ajudando automaticamente, sem parar para pensar - ou toda a boa vontade pode ir por água abaixo.
___A Pinacoteca do Estado é, atualmente, um dos melhores museus de São Paulo. Além de um excelente acervo, a instituição renova suas exposições constantemente e mantém bons trabalhos até fora dos próprios muros. Seu “Núcleo de Ação Educativa” é organizado e possuí, inclusive, um “Programa Educativo para Públicos Especiais”.
___Entretanto, só organizar um programa para pessoas com necessidades especiais não resolve tudo. Tentar se colocar no lugar do outro tem de ser a base para qualquer ação desse tipo.


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___Aproximo-me de um grupo grande e vejo a guia segurando um gravador que descrevia a obra. Alguns deficientes visuais tocavam a escultura Moema, de Rodolfo Bernardelli. Assim que o gravador parou de falar, a instrutora começou a contar a estória da índia.


___Ao terminar, ela perguntou para o grupo:
___– Viram?
___De pronto, um garoto respondeu:
___– Não.
___Para vocês visualizarem um pouco melhor a cara de sem graça que a guia fez, deem uma olhada na Fernanda Gentil, há mais ou menos um mês.







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___Tudo bem, eu concordo, qualquer um pode escorregar e cometer uma gafe. Mesmo assim, só uma falta de cuidado sem par pode justificar as fotos a seguir.
___Estão vendo a maquete aí de baixo? Perceberam a plaquetinha, com braille, para que os deficientes visuais consigam não só sentir a miniatura do prédio, como, também, saber textualmente do que se trata?


Maquete - Pinacoteca I


___Ótimo. Agora notem que a maquete está dentro de uma redoma de vidro e, portanto, a plaquinha com o braille está totalmente inacessível ao toque.


Maquete - Pinacoteca II


___Empatia pura, né?

4 comentários:

  1. Eu acho que eles podiam e deveriam fazer um teste quanto a esse questão de acessibilidade antes de abrir ao grande público. No entanto é comum se ver esse tipo de coisa. Desde rampas mal feitas até outras que acabam levando a um batente no final.

    Eu lembro de um professor na faculdade que chegou a conversar com a turma para que o pessoal apoiasse ele, por que ele estava pensando em ir a coordenação dizer que se recusava a dar aula por que não conseguiram uma sala no 1º anda para ajudar colega que tinha dificuldade de locomoção e um outro professor se recusava a trocar de sala com ele simplesmente por que não gostava de subir escadas. Enquanto a moça realmente tinha dificuldades e não podia subir.

    Eu lembro que achei atitude do outro professor de uma falta de humanidade sem tamanho e que uma pessoa que se importa tão pouco com as pessoas, não merecia ser um professor.

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  2. giovanna e gaby01 outubro, 2010 05:07

    que nojo,quem fez essa porcaria?

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